Mau tempo: Coimbra e Montemor-o-Velho alertam para cheias durante a madrugada

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Cheias em Coimbra e Montemor-o-Velho motivam alerta.
Paulo Novais/Lusa
Lusa 12:15

Os municípios de Coimbra e Montemor-o-Velho alertaram este domingo para o "risco elevado" de cheias e inundações, nomeadamente nas zonas ribeirinhas, durante a próxima madrugada, tendo em conta as previsões de percipitação.

"Se reside numa zona ribeirinha de risco, esteja preparado e conheça a sua Zona de Concentração e Apoio à População (ZCAP). Em caso de necessidade, lembre-se: prepare uma mala de emergência com documentos, medicamentos e artigos essenciais; siga sempre as indicações das autoridades; e mantenha-se atento aos avisos oficiais", alertou nas redes sociais a Câmara Municipal de Coimbra.

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Também o executivo de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, alertou nas redes sociais para a "máxima prudência por parte de todos" e que "é importante adotar medidas de autoproteção e de prevenção".

"Evite circular junto de zonas ribeirinhas historicamente vulneráveis a inundações rápidas. Não atravesse zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas", apelou.

Os alertas surgem na sequência das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que "indicam períodos de chuva ou aguaceiros por vezes forte a partir desta madrugada, estando o distrito de Coimbra em aviso amarelo a partir das 00h de dia 2 de fevereiro".

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"O vento também se fará sentir esta noite com intensidade (estando aviso laranja e amarelo para o nosso distrito). Estas previsões de chuva irão manter-se durante a semana, o que agrava o risco elevado de cheia e inundações em zonas historicamente mais vulneráveis, como é o caso do Vale do Mondego e das margens do rio", informou.

Neste sentido, reforçou os apelos à segurança com avisos de "condução defensiva com precaução acrescida, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a formação de lençóis de água nas vias, sobretudo no período noturno".

"Respeite toda a sinalização e indicações das autoridades; comunique de imediato às autoridades locais qualquer situação de perigo; em casa, mantenha os sistemas de escoamento de águas desobstruídos, evite deixar peças soltas em varandas e terraços e adote uma atitude pró-ativa e defensiva; e se vive em zonas historicamente vulneráveis a cheias, salvaguarde veículos, bens, animais e alfaias agrícolas, retirando-os de zonas mais baixas", escreveu.

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A Junta de Freguesia de Pereira, no Município de Montemor-o-Velho, também alertou a população para "a probabilidade de cheias na zona histórica, baixa da vila de Pereira, a partir da noite de domingo para segunda-feira".

"Aproveitando as próximas horas, os bens deverão ser acautelados para evitar danos maiores e os elementos da junta encontram-se disponíveis para auxiliar no que for necessário", indicou a Junta de Freguesia de Pereira.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Este sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.

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Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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