Merrill Lynch acredita em «aterragem suave» da economia norte-americana

A Merril Lynch aposta na recuperação da economia norte-americana a partir do segundo semestre do corrente ano e antevê novas descidas das taxas de juro por parte da Reserva Federal (FED), revelou...
João Mata 14 de Fevereiro de 2001 às 20:47

A Merril Lynch aposta na recuperação da economia norte-americana a partir do segundo semestre do corrente ano e antevê novas descidas das taxas de juro por parte da Reserva Federal (FED), revelou Richard Guilham, gestor de fundos da instituição.

«Vemos uma melhoria da economia dos Estados Unidos (EUA) no segundo semestre», devendo a maior economia mundial abrandar para uma taxa de crescimento «mais sustentável, depois da forte progressão verificada nos últimos anos», sublinhou Guilham, na apresentação do Fundo Universal do Banco Português de Investimento (BPI), em Lisboa.

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O mesmo analista afirmou que os receios de um «hard landing» da economia dos EUA não estão afastados, mas manifestou-se confiante na actuação do presidente do FED, Alan Greenspan, para conter a perda de ritmo da economia norte-americana.

«Esperamos que haja mais descidas das taxas de juro ao longo deste ano, talvez entre os 100 e os 150 pontos base», depois do FED ter diminuido a sua taxa de referência em 100 pontos base no mês de Janeiro, para os actuais 5,50%, referiu a mesma fonte.

A Merril Lynch aposta actualmente numa estratégia «mais defensiva», aguardando que a «economia estabilize para investirmos mais agressivamente nso títulos da “nova economia”, que valorizaram tanto em 1999», afirmou Richard Guilham.

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O responsável pela gestão de fundos da instituição financeira norte-americana defendem que a diversificação do investimento é fundamental para reduzir o risco, tendo em conta as actuais condições do mercado.

No corrente ano, a Merril Lynch aposta na valorização dos sectores financeiro e da saúde, com destaque para a área da biotecnologia, e na subida de alguns títulos ligados às novas tecnologias, nomeadamente na área do armazenamento de dados, no que diz respeito aos mercados accionistas norte-americanos.

As empresas de telecomunicações tradicionais, as distribuidoras e as companhias de media «estão a enfrentar grandes ameaças competitivas» nos EUA, e não deverá haver «uma melhoria do ambiente neste sectores em 2001», referiu ainda Guilham.

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