Operação Imergente: quatro arguidos libertados mas proibidos de contactar entre si
Os quatro detidos da "Operação Imergente", entre os quais se encontra o assessor do secretário-geral do PS, foram libertados, mas proibidos de se contactarem entre si, de frequentar instalações autárquicas e de se contactar com titulares de cargos políticos e funcionários das autarquias da Amadora, Oeiras, Alcântara, Misericórdia e Santa Maria Maior. Foram, assim, submetidos a várias medidas de coação, entre as quais Termo de Identidade e Residência.
Entre os detidos estão Emilio Vázquez Blanco - ex-porta-voz do PSOE, Duarte Moral - um dos assessores de José Luís Carneiro, a mulher Rute Reimão e Rui Pedro Nascimento - sócio de Duarte Moral.
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A detenção correu depois de a Polícia Judiciária ter realizado na quinta-feira buscas na sede nacional do PS, em Lisboa, por suspeitas de esquema de corrupção com contratações de militantes e de "favorecimento associado ao poder autárquico do PS em Lisboa" entre 2016 e 2022. Em causa estão, assim, contratos no valor de dois milhões de euros.
Ao todo, a operação levada a cabo pela Polícia Judiciária resultou na constituição de 37 arguidos e na execução de 90 mandados de busca domiciliária e não domiciliária. Os detidos foram ouvidos na sexta-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal para o primeiro interrogatório judicial.
Em causa estão crimes de prevaricação, participação económica em negócio, peculato, abuso de poder e fraude fiscal qualificada.
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