Governo obriga operadoras a bloquear fraudes e a identificar utilizadores dos pré-pagos

Executivo prepara-se para apertar o cerco às fraudes que têm proliferado no setor das telecomunicações.
Miguel Pinto Luz já tinha revelado que lei do 'spoofing' estava perto.
João Cortesão / Jornal de Negócios
Inês Pinto Miguel 22:23

O Governo aprovou a proposta de lei para autorizar a alteração da lei das comunicações eletrónicas, em linha com o que foi , numa resposta ao grupo parlamentar do Partido Socialista no final deste mês. Na mensagem, a tutela afirmava que estava a ser "ultimada" uma lei para combater o "spoofing", sabendo-se agora que os operadores terão obrigações do seu lado.

Foi aprovada "uma proposta de lei de autorização legislativa para alterar a lei das comunicações eletrónicas, de modo a reforçar a segurança e a fiabilidade das comunicações eletrónicas e proteger os utilizadores contra práticas abusivas, como a usurpação de números de telefone e identificadores de mensagens", lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

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Este diploma, de acordo com o Executivo, vem estabelecer "novas obrigações para as empresas que prestam serviços de comunicações, impondo a adoção de mecanismos de deteção e combate a fraudes, incluindo o bloqueio ou anonimização de mensagens fraudulentas ou com hiperligações enganosas". Ou seja, as operadoras de telecomunicações passam a estar obrigadas a impedir a chegada de mensagens fraudulentas e com hiperligações falsas para os consumidores em Portugal.

Na mesma ordem, a proposta de lei "torna ainda obrigatória a identificação dos utilizadores de cartões pré-pagos móveis", em linha com as (Anacom), prevendo também "a possibilidade de instalação de inibidores de sinal móvel em estabelecimentos prisionais, reforçando as condições de segurança".

O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, sublinhou que "Portugal continua a ser o único país europeu em que o combate ao 'spoofing' não foi legislado", dizendo ser "urgente que a legislação avance". O Governo parece ter ouvido, porque as , e esta proposta de lei foi aprovada esta sexta-feira, a 29 de maio.

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Em linha com Álvaro Santos Pereira está também a Anacom, o setor bancário e a justiça. Na mesma conferência que em que esteve presente o governador do Banco de Portugal, Sandra Maximiano, a presidente do regulador das comunicações, admitiu, no entanto, que a lei iria trazer "espaços em branco" por não incluir a prática de "spoofing" por números nacionais.

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