Portugueses viajam menos em 2010

Os homens são a classe predominante nas viagens de motivo "profissionais ou de negócios", enquanto que as mulheres dominam as outras duas restantes categorias, "lazer, recreio e férias" e "visita a familiares ou amigos".
Andreia Major 30 de Maio de 2011 às 12:12

As viagens turísticas em 2010 originaram cerca de 68,1 milhões de dormidas, uma quebra de 13,6% face ao período homólogo.

O principal motivo subjacente às deslocações foi “lazer, recreio ou férias” com um total de 7,5 milhões de viagens, 59,7% do total de dormidas das viagens realizadas em 2010.

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Seguiu-se “visita a familiares ou amigos” que motivou cerca de 6 milhões de deslocações, o que corresponde a 28,5% das dormidas.

Por fim, “profissionais e de negócios” contou com cerca de 1,2 milhões de viagens, 6,2% do total das dormidas. As restantes dormidas associadas a motivos religiosos e saúde igualaram os 5,6%.

Do total das 68,1 milhões de dormidas, cerca de 54 milhões ocorreram em Portugal.

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“Cerca de 13,8 milhões das deslocações realizadas pelos residentes em 2010 tiveram como destino um local situado no território nacional, o que significa um decréscimo de 12,3% face a 2009”, revela o relatório do Instituto Nacional de Estatística.

“Os restantes 1,6 milhões de deslocações realizadas em 2010 tiveram destinos localizados noutro país, o que se traduziu em menos 13,6% do que no ano anterior”, comunica o relatório.

Registou-se uma percentagem de 90% de deslocações em território nacional e 10% de deslocações para o estrangeiro. O meio de transporte mais utilizado nas deslocações realizadas em 2010 pelos residentes em Portugal foi o automóvel, usado em 81,9% das viagens, seguido pelo avião, 8,5%.

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As deslocações de curta duração, com menos de quatro noites, representaram em 2010 cerca de 67,7% do total e o alojamento mais frequentemente utilizado nas deslocações dos residentes foi o “alojamento particular gratuito”, abrangendo 65,2% das dormidas.

Dos turistas que realizaram deslocações durante o ano de 2010, 50,3% eram mulheres e 31,2% tinham entre 45 e 64 anos, tendo sido este o escalão etário predominante.

Já na categoria “profissionais ou de negócios” os turistas são predominantemente homens, 69,6% do total, contrariamente ao observado nos outros dois principais motivos, onde esse peso não ultrapassa os 49%.

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Ainda no motivo “profissionais ou de negócios”, os viajantes encontram-se repartidos essencialmente pelos escalões “25 aos 44 anos” e “45 a 64 anos".

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