Putin disponível para mediar conflito entre os EUA e o Irão
O Presidente russo disponibilizou-se para participar na mediação do conflito no Médio Oriente e manifestou essa abertura numa conversa telefónica com o homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciou hoje a presidência russa.
Putin “salientou que estava disposto a continuar a facilitar a busca de uma solução política e diplomática para o conflito e a servir de mediador nos esforços para alcançar uma paz justa e duradoura no Médio Oriente”, segundo o Kremlin.
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Pezeshkian terá também agradecido à Rússia a posição de Moscovo junto dos fóruns internacionais com vista ao abrandamento das hostilidades e a ajuda humanitária prestada ao povo iraniano, acrescentou o comunicado do Kremlin.
A comunicação entre os presidentes iraniano e russo surge após as negociações entre Washington e Teerão terem terminado sem que tenha sido alcançado um acordo entre as partes.
Todos os membros da delegação norte-americana que estavam no Paquistão para as negociações já abandonaram Islamabad, afirmou hoje um alto responsável governo dos Estados Unidos em condição de anonimato à agência de notícias France-Presse.
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O anúncio foi feito durante uma escala técnica na base aérea de Ramstein, na Alemanha, do avião Air Force 2, a bordo do qual se encontrava J.D. Vance.
A delegação norte-americana era composta pelo vice-presidente, J.D. Vance, o enviado especial, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O Paquistão deu por encerradas as conversações de paz que mediou entre os Estados Unidos e o Irão e apelou às partes em conflito para que respeitem o compromisso assumido relativamente ao cessar-fogo alcançado terça-feira.
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As conversações de paz, o primeiro contacto direto ao mais alto nível entre os Estados Unidos e o Irão em 47 anos, terminaram hoje, após 21 horas de diálogo, sem a conclusão de um acordo.
Segundo Vance - que não quis entrar em pormenores sobre as negociações -, o principal obstáculo em 21 horas de negociações foi o facto de o Irão não ter assumido um "compromisso fundamental" de não procurar obter a arma nuclear "a longo prazo".
O porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros afirmou à televisão estatal que "ninguém estava à espera" que os Estados Unidos e o Irão chegassem a um acordo logo na primeira ronda de negociações, dando a entender que as negociações prosseguirão.
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O porta-voz afirmou estar "certo de que os contactos com o Paquistão, bem como com os outros amigos na região, irão prosseguir".
Já o presidente do parlamento iraniano, que participou nas negociações em Islamabad, disse que os Estados Unidos não conquistaram a confiança do Irão e agora devem decidir se são capazes disso.
“Os Estados Unidos compreenderam a nossa lógica e os nossos princípios, e agora cabe-lhes decidir se conseguem ou não conquistar a nossa confiança”, afirmou Mohamad Baqer Qalibaf, numa mensagem publicada na rede social X.
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O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, partiu de Islamabad com o que definiu como a “melhor e última proposta” da administração Trump, que consiste num “método de entendimento” técnico para fazer avançar as negociações.
Segundo o vice-presidente, o principal obstáculo à assinatura foi a recusa do Irão em assumir um compromisso firme de não procurar obter uma arma nuclear a longo prazo.
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