"Estamos no grupo dos leprosos orçamentais e todos querem afastar-se de nós"

Professor da Faculdade de Direito criticou a denominação que se está a dar aos países do euro em dificuldades, geralmente chamados de periféricos.
Pedro Romano 01 de Fevereiro de 2011 às 12:00

Miguel Moura e Silva, Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, criticou hoje o facto de os países do euro que estão em dificuldades serem chamados de periféricos.

“Chamar periféricos a países como Portgal, Espanha e Irlanda é errado e grave”, disse Miguel Moura e Silva, no painel “FMI: queda e ascensão de um anjo”, no decorrer da conferência “Portugal 2011:Vir o Fundo ou ir ao fundo?”, organizada pelo IDEFF.

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“Não admito” que chamem periféricos a estes países “sobretudo vindo da União Europeia”, disse o professor, ironizando que “estamos no grupo dos leprosos orçamentais e todos querem afastar-se de nós”.

Reconhecendo que “em termos geográficos é um facto que os países são periféricos”, Moura e Silva adiantou que “podem chamar o que quiser, mas todos têm problemas e esses problemas têm que ser atacados”.

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