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Câmara de Gaia paga 14 mil euros mensais a Poças Martins para “responder ao caos de falência”

“A Águas de Gaia é gerida por um especialista gaiense, que ‘só’ é consultor do Banco Mundial e cobra ao município da sua terra metade do seu valor de mercado e metade do vencimento usufruído no Porto”, alega Luís Filipe Menezes em resposta a acusações da oposição socialista.

Poças Martins e Luís Filipe Menezes.
Poças Martins e Luís Filipe Menezes. D.R.
12:06

Atacado pela oposição socialista por a autarquia ter contratado Poças Martins como consultor da empresa municipal Águas de Gaia, com uma remuneração anual de 170 mil euros (14.166 euros mensais) e sem concurso público, o presidente da Câmara de Gaia desferiu um contra-ataque afrontoso sobre a herança que recebeu de 12 anos de gestão do PS.

“O contrato de gestão em causa, completamente legal, com o melhor especialista do país, corresponde à necessidade de dar resposta ao caos de falência e tarifas irresponsáveis que se pagam em Gaia”, escreveu Luís Filipe Menezes num “post” publicado na sua página de Facebook.

“É bom voltar a recordar que o ex-presidente das Águas de Gaia e outros seus colaboradores perderam o mandato acusados de corrupção”, observou o autarca, alegando que “Poças Martins descobriu a careca da vergonha de gestão” também na Águas de Gaia.

“Os trabalhadores que tinham a passar fome e frio em contentores, o número gigantesco de chefias bem pagas sem nada fazer, a loucura de construir sedes megalómanas sem dinheiro, os concursos de recolha de lixo para colocar os gaienses a pagar mais 300% de tarifas e a falência da empresa à vista não lhe chega para terem vergonha duas décadas?!”, ironizou.

“É cópia do que a Águas do Porto fez sob a égide do impoluto Rui Rio”

Garantindo que o contrato de gestão com Poças Martins “é cópia do que a Águas do Porto fez com o mesmo especialista sob a égide do impoluto Rui Rio”, o presidente da Câmara de Gaia afiançou que a empresa municipal é agora gerida “por um especialista gaiense, que ‘só’ é consultor do Banco Mundial e cobra ao município da sua terra metade do seu valor de mercado e metade do vencimento usufruído no Porto”.

E aproveita a ocasião para classificar a oposição socialista de “sem vergonha”, que tem “um presidente [Eduardo Vítor Rodrigues] com mandato perdido por peculato, vários vereadores e diretores arguidos esperando pelo que se seguirá, o líder da Águas acusado de corrupção, o ex-presidente já pronunciado para mais um julgamento por crime grave e mais o que aí virá. E ainda esbracejam no pântano. Falta de gosto e senso”, rematou Menezes.

De resto, prometeu que, “daqui a poucas semanas”, a autarquia vai “descer tarifas na Águas de Gaia, graças à competência de Poças Martins e dos seus magníficos trabalhadores, desprezados por doze anos de irresponsável gestão”, acusou.

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