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Medina admite duplicar taxa turística de Lisboa em 2019

O acordo de governação com o Bloco, que dá várias pastas ao vereador Ricardo Robles, abre caminho à revisão do valor cobrado aos turistas para pernoitar na capital, igualando o montante que vai ser cobrado no Porto.

Bruno Simão
Negócios jng@negocios.pt 06 de Novembro de 2017 às 09:11
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A taxa cobrada aos turistas que visitam a cidade de Lisboa pode vir a duplicar para os dois euros por noite em 2019. Esta possibilidade de revisão do valor está prevista no acordo firmado entre o PS e o Bloco de Esquerda para a governação da capital, relata o DN.

 

Os bloquistas até queriam concretizar esta subida no próximo ano para reforçar o investimento na higiene urbana e nos transportes públicos, como defenderam na campanha para as autárquicas, mas Fernando Medina, eleito sem maioria absoluta nas eleições de 1 de Outubro, apenas deixa escrito que o valor da taxa será "reavaliado até 1 de Janeiro de 2019".

 

Fontes do PS e do BE citadas pelo mesmo jornal reconhecem que a taxa será mesmo aumentada daqui a dois anos, igualando assim o valor de dois euros que passará a ser cobrado aos turistas que pernoitam no Porto e que esta segunda-feira, 6 de Novembro, será discutido também na reunião do Executivo do município vizinho de Vila Nova de Gaia.

 

Implementada 1 de Janeiro de 2016, a taxa turística lisboeta, cobrada até a um limite de sete noites dormidas na cidade, rendeu 13,5 milhões de euros no primeiro ano em que foi aplicada, sendo que o orçamento municipal prevê que suba este ano para 15 milhões. Essas receitas são geridas pelo designado Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa.

 

O entendimento que dá a Fernando Medina a maioria para governar a Câmara de Lisboa – entregando a Ricardo Robles as pastas da Educação, Saúde, Direitos Sociais e Cidadania – foi descrito pelo autarca como "de vontade e não de necessidade" e prevê também que o metropolitano chegue à zona ocidental da cidade, concretiza a proposta de quotas no alojamento local e coloca a autarquia a pagar os manuais escolares até ao 9.º ano já no ano lectivo em curso. 

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