Défice comercial aumenta para 8,4 mil milhões no 1.º trimestre
As exportações de bens caíram 6,5% e as importações aumentaram 2,7% no primeiro trimestre, em termos homólogos, o que agravou o défice comercial em 2.122 milhões de euros, para 8.417 milhões, avançou esta sexta-feira o INE.
Segundo as estatísticas do comércio internacional do Instituto Nacional de Estatística (INE), se excluídas as transações TTE, ou seja, com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (sem transferência de propriedade), regista-se um acréscimo de 0,9% nas exportações e acentua-se o crescimento nas importações para 4,3%.
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Considerando apenas o mês de março, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de, respetivamente, +10,6% e +11,6% (-14,5% e -4,2%, pela mesma ordem, em fevereiro de 2026).
Quando excluídas as transações TTE, os aumentos foram mais expressivos: +14,6% nas exportações e +11,9% nas importações (-6,1% e -2,0%, respetivamente, em fevereiro de 2026).
O instituto detalha que o agravamento de 2.122 milhões de euros no défice comercial até março resultou sobretudo das variações em dois grupos de produtos: químicos e máquinas e aparelhos.
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Se excluídas as TTE, este agravamento foi menos pronunciado, ficando-se pelos 968 milhões de euros, para 8.408 milhões.
Considerando apenas o mês de março, as exportações e as importações registaram variações homólogas nominais de, respetivamente, +10,6% e +11,6% (-14,5% e -4,2%, pela mesma ordem, em fevereiro de 2026).
Quando excluídas as transações TTE, os aumentos foram mais expressivos: +14,6% nas exportações e +11,9% nas importações (-6,1% e -2,0%, respetivamente, em fevereiro de 2026).
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Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 9,7% (-13,3%, em fevereiro), tendo as transações destes produtos aumentado 28,0% em março.
Em termos de categorias de produtos, em março destacaram-se os acréscimos das exportações de máquinas e outros bens de capital (+17,4%), principalmente para a Alemanha, de material de transporte (+12,7%), em especial de automóveis de passageiros com destino à Turquia, e de bens de consumo (+12,0%), essencialmente para Espanha e França.
Já nas importações, os maiores acréscimos ocorreram no material de transporte (+20,2%), sobretudo automóveis de passageiros provenientes de Espanha, e nas máquinas e outros bens de capital (+20,0%), principalmente dos Países Baixos.
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O INE salienta ainda o acréscimo das importações de fornecimentos industriais (+8,5%), em grande medida devido a transações de produtos químicos e metais comuns, provenientes de Espanha e Países Baixos.
Em março, destacaram-se os acréscimos das exportações para a Alemanha (+19,1%) e para Espanha (+6,3%) e as subidas das importações provenientes de Espanha (+11,3%) e dos Países Baixos (+52,0%).
Em cadeia, as exportações aumentaram 20,9% em março, após um crescimento de 3,3% em fevereiro de 2026. Excluídas as TTE, o aumento foi de 21,8% (+3,4% no mês anterior).
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No terceiro mês do ano, o défice da balança comercial de bens atingiu 2.863 milhões de euros, um agravamento de 356 milhões face a março de 2025 e de 153 milhões relativamente ao mês anterior. Excluindo as transações TTE, o défice totalizou 2.907 milhões de euros, refletindo agravamentos de 155 milhões em termos homólogos e de 120 milhões face a fevereiro.
A categoria de material de transporte foi a que mais contribuiu para o agravamento do défice em março, com um aumento de 177 milhões de euros.
Já os combustíveis e lubrificantes representaram 16,2% do défice mensal (15,2% em fevereiro de 2026; 20,5% em março de 2025). Expurgado o efeito destes produtos, o défice da balança comercial foi de 2.398 milhões de euros, refletindo agravamentos de 405 milhões face a março de 2025 e de 100 milhões em relação ao mês anterior.
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Em março de 2026, o índice de valor unitário (preços) das exportações interrompeu a quebra iniciada em fevereiro de 2025, registando uma variação positiva de 0,3% (-2,3% em fevereiro de 2026 e -1,5% em março de 2025).
Nas importações, continuou a cair, -2,7%, contra -3,2% em fevereiro de 2026 e -1,0% em março de 2025.
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