Wall Street toca em novos máximos com "rally" das tecnológicas e mercado laboral a impulsionar
Os principais índices norte-americanos encerraram a derradeira sessão da semana maioritariamente em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite a atingirem novos máximos históricos, num dia em que um "rally" nas ações tecnológicas e um mercado laboral mais resiliente do que antecipado conseguiram eclipsar o clima de incerteza que se vive no Médio Oriente. Era esperada uma resposta do Irão à proposta negocial dos EUA até esta sexta-feira, mas o regime de Mojtaba Khamenei ainda não disse se aceitava - ou não - o acordo.
O S&P 500 fechou a sessão a acelerar 0,84% para 7.398,93 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganhou 1,71% para 26.247,08 pontos. Ambos atingiram novos máximos nos 7.401,50 pontos e 26.248,62 pontos, respetivamente. Já o industrial Dow Jones ainda conseguiu reduzir as perdas no "sprint" final da negociação, mas, mesmo assim, acabou o dia com um desliza de 0,03% para 49.609,16 pontos.
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A dar alguma força às ações esteve um novo relatório sobre o mercado laboral norte-americano, que reduziu as probabilidades da Reserva Federal (Fed) avançar com uma subida nas taxas de juro este ano.
A criação de emprego acelerou pelo segundo mês em abril - a primeira série de subidas consecutivas em quase um ano. Foram criados 115 mil postos de trabalho no mês passado - um valor que fica acima das expectativas de 65 mil dos analistas e que acontece apesar de toda a incerteza que se vive com a situação no Médio Oriente. A taxa de desemprego manteve-se inalteradas nos 4,3%.
"A economia está muito melhor do que o que os pessimistas têm vindo a dizer", afirma Chris Zaccarelli, da Northlight Asset Management, à Bloomberg. "Existem muitos obstáculos - preços do petróleo mais elevados, inflação persistente e taxas de juro mais altas por mais tempo - e, no entanto, o mercado de trabalho continua a criar empregos", acrescenta.
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Estes dados acabaram por eclipsar um outro relatório, que demonstrou que a confiança dos investidores atingiu mínimos históricos em maio, pressionada pelo impacto da inflação no poder de compra dos cidadãos.
Entre as principais movimentações de mercado, a Microchip Technology perdeu 2,45%, apesar de a empresa ter fechado o seu quatro trimestre fiscal com uma subida de 35% nas vendas para 1,31 mil milhões de dólares - batendo as expectativas dos analistas. Os lucros ficaram-se pelos 144 milhões.
Por sua vez, a CoreWeave afundou 11,40%, após a fornecedora de infraestruturas de inteligência artificial (IA) ter divulgado previsões de receitas para este ano que foram consideradas modestas pelos analistas. A tecnológica também pretende investir mais do que inicialmente antecipado.
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Já a Intel disparou quase 14%, depois da notícia de que terá chegado a um acordo preliminar com a Apple para produzir chips nos EUA, enquanto a Dell disparou mais de 13%, tendo atingido máximos históricos no seguimento de um apelo de Donald Trump de que os norte-americanos comprem computadores da empresa.
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