PIB subiu 13,3% no terceiro trimestre, uma décima a mais do que a primeira estimativa
A economia portuguesa cresceu 13,3% no terceiro trimestre deste ano, quando comparado com os três meses anteriores, revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). O número é ligeiramente melhor do que a primeira estimativa que tinha sido apresentada. Mesmo assim, face ao mesmo período do ano passado, a atividade económica continua 5,7% abaixo.
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No final de outubro, o INE tinha apontado para uma subida de 13,2% do PIB no período de julho a setembro, face ao segundo trimestre, e para uma queda de 5,8% em termos homólogos. Agora melhorou ligeiramente os valores, devido à integração de mais informação sobre o comércio internacional de serviços. Mas estes continuam a não ser dados finais.
Segundo o INE, no terceiro trimestre houve uma forte recuperação da procura interna, que aumentou 10,1% face aos três meses anteriores, marcados pelo confinamento estrito devido à pandemia de covid-19. Entre abril e junho, a procura interna tinha caído 10,8%. Esta foi a componente do PIB que deu o maior contributo para o regresso ao crescimento (10,6 pontos percentuais).
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Também as exportações aumentaram expressivamente, registando uma subida de 38,8% face aos três meses anteriores, período em que tinham colapsado, com uma redução de 37%. Do lado das importações, verificou-se também um aumento significativo, de 26,1%, depois da quebra de 29,2% do segundo trimestre. Em termos líquidos, a procura externa também ajudou à recuperação económica, com um contributo positivo de 2,7 pontos percentuais.
Atividade continua muito abaixo de 2019
Apesar da recuperação, comparando o terceiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2019, verifica-se que a atividade económica continua muito deprimida. O INE dá conta de uma queda de 5,7% (a primeira estimativa tinha apontado ligeiramente mais, 5,8%).
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Ainda assim, o número mostra um abrandamento da recessão, que tinha atingido os 16,4% no segundo trimestre.
A análise dos dados por componentes aponta também para um desagravamento das condições da procura interna, que reduziu a intensidade da queda face ao ano passado, e para um comportamento menos negativo do comércio internacional. Mesmo assim, a procura interna está 4,1% abaixo do que se verificava no terceiro trimestre do ano passado, as exportações continuam a registar uma redução de 15,2% e as importações são 11,6% mais baixas.
(Notícia atualizada às 10:10)
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