Portugueses gastam 11% do rendimento com despesas de habitação
No ano passado os portugueses gastaram 11% do seu rendimento com despesas relacionadas com a habitação, um peso inferior ao registado em 2018, ano em que a carga mediana das despesas em habitação foi de 11,7%.
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Esta evolução foi reportada esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, que dá ainda conta que a evolução positiva foi registada em todas as regiões do país, sendo que só o Centro, a Área Metropolitana de Lisboa e a Madeira estão abaixo da média.
O relatório do INE mostra ainda que a taxa de sobrecarga das despesas em habitação, ou seja a percentagem de pessoas que vivem em agregados familiares em que o rácio destas despesas em relação ao rendimento é superior a 40%, foi de 5,7% em 2019, valor idêntico ao registado em 2018.
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A proporção de pessoas afetadas pela sobrecarga das despesas com a habitação é mais elevada na região do Algarve, na Área Metropolitana de Lisboa e na Região Autónoma dos Açores. A região de Lisboa regista o nível mais elevado (7,7%).
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O INE não avança com razões para esta descida, que deverá estar relacionada com a descida das taxas de juro, que provocaram uma baixa generalizada nas prestações do crédito à habitação.
No Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, o INE mostra também que, em 2019, 9,5% dos portugueses viviam em alojamentos com sobrelotação em 2019, uma ligeira melhoria face aos 9,6% registados em 2018.
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Cerca de 4,1% dos residentes viviam em condições severas de privação habitacional, ou seja, para além de sobrelotado, o alojamento em que viviam tinha pelo menos um dos seguintes problemas: não existência de banho ou duche ou de sanita com autoclismo no interior do alojamento, infiltrações ou humidade no teto, paredes, janelas ou soalho; luz natural insuficiente num dia de sol.
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