Citigroup acredita que Portugal ainda vai ter de pedir perdão da dívida
Os analistas do banco, que prevê uma contracção de 4,6% para a economia portuguesa em 2013, antecipam mais um ano de “profunda recessão” para o país. A meta do défice será ultrapassada, desencadeando um pedido de prolongamento da ajuda. Além disso, tal como a Grécia, terá de pedir um perdão parcial da dívida, diz o Citigroup.
O Citigroup enuncia as perspectivas que tem para a economia portuguesa numa nota de comentário ao sector da banca na Europa. O ajustamento português “só agora começou” e ainda vai demorar “mais alguns anos completar”, refere a analista Giada Giani, em nota de análise a que o Negócios teve acesso.
O banco de investimento lembra que a redução do défice público equivale a 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para 2013. O ano será de “recessão profunda”, lê-se na nota de análise.
“Antecipamos que Portugal deverá necessitar de ajuda externa adicional para o fim de 2013/início de 2014, quando termina o programa de ajuda externa". “Tal como na Grécia, isto deverá desencadear um pedido de perdão parcial da dívida pública de forma a limitar a exposição” das entidades oficiais (FMI, UE e Zona Euro) envolvidas no resgate a Portugal.
Em Outubro do ano passado, o Citigroup apontava para uma contracção do PIB português de 4,6% em 2012. Agora, esse valor foi substituído por um recuo de 3,3%. O Governo aponta para uma quebra de 3% do PIB.
Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.