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Responsável militar da NATO diz que "dinheiro por si só" não basta, é preciso "capacidades reais"

Durante o principal fórum de Segurança e Defesa da Ásia - o Diálogo de Shangri-La -, que decorreu em Singapura, Cavo Dragone enfatizou que a NATO está focada em "transformar" o aumento das despesas militares em "capacidades reais".

Giuseppe Cavo Dragone, responsável do Comité Militar da NATO
Giuseppe Cavo Dragone, responsável do Comité Militar da NATO Achmad Ibrahim/AP
16:19

O responsável do Comité Militar da NATO, Giuseppe Cavo Dragone, defendeu esta que o aumento das despesas com a Defesa deve traduzir-se em capacidades concretas, alegando que "o dinheiro por si só" não é fator de dissuasão.

Durante o principal fórum de Segurança e Defesa da Ásia - o Diálogo de Shangri-La -, que decorreu em Singapura, Cavo Dragone enfatizou que a NATO está focada em "transformar" o aumento das despesas militares em "capacidades reais".

"Não podemos dissuadir ninguém simplesmente distribuindo dinheiro", referiu o almirante italiano, um dia depois de o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, ter afirmado, no mesmo fórum, que a Europa e a NATO "têm decisões importantes a tomar" nesta matéria.

As alianças "não são avaliadas pelo número de bandeiras, mas pelo número de formações militares. Não precisamos de mais conferências, precisamos de mais capacidade de combate", declarou o chefe do Pentágono.

"A Europa Ocidental deveria tomar nota" e aceitar que "a era em que os EUA subsidiavam a defesa das nações ricas terminou. Precisamos de parceiros, não de protetorados", acrescentou Hegseth.

A NATO estabeleceu a meta de alocar 3,5% do PIB à Defesa Nacional e mais 1,5% aos investimentos em infraestruturas de Defesa.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reuniram-se na semana passada na Suécia e concluíram que a Europa terá de preencher o vazio deixado pelos EUA com a retirada das tropas do seu território.

Pediram também aos EUA que mantenham o seu compromisso com a NATO e que haja uma retirada ordenada de recursos, a qual, segundo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, não é uma medida "punitiva", mas sim uma resposta aos "compromissos globais" de Washington.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que enviaria 5.000 soldados para a Polónia, depois de ter cancelado o destacamento de 4.000 soldados previsto para aquele país e ordenado a retirada de outros 5.000 da Alemanha.

A Aliança Atlântica realizará em julho uma cimeira na Turquia, onde se espera que se faça um balanço sobre como alcançar o objetivo de aumentar as despesas militares dos estados-membros para 5% dos respetivos PIB em dez anos, proposto na anterior cimeira da NATO, realizada no ano passado em Haia.

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