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Economia portuguesa dispara 15,5% no segundo trimestre. É a maior subida desde 1996

O PIB cresceu 15,5% em termos homólogos entre março e junho deste ano, nesta que foi a maior subida em 25 anos. A queda no trimestre homólogo explica parte do resultado. Finanças acreditam em crescimento acima de 4% no final do ano.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 30 de Julho de 2021 às 09:50
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O Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal disparou 15,5% no segundo trimestre deste ano, em termos homólogos, o que representa a maior expansão desde 1996, altura em que começou o histórico desenhado pelo Instituto Nacional de Estatística.

Num comunicado enviado às redações, o Ministério das Finanças frisa que este resultado "confirma a forte retoma económica em Portugal e a perspetiva de que, com o avanço da vacinação e o controlo da situação pandémica, seja possível [ultrapassar] a estimativa de crescimento de 4% apresentada no Programa de Estabilidade".

Entre abril e junho deste ano, altura em que Portugal começou a desconfinar e a economia foi retomando a sua atividade, o PIB sofreu uma forte subida homóloga, depois de ter registado -5,9% no trimestre anterior. Neste período agora em análise, o PIB subiu 4,9% face ao trimestre anterior. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira na estimativa rápida do INE.

"Esta evolução é influenciada por um efeito base, uma vez que as restrições sobre a atividade económica em consequência da pandemia se fizeram sentir de forma mais intensa nos primeiros dois meses do segundo trimestre de 2020, conduzindo então a uma contração sem precedente da atividade económica", pode ler-se no comunicado.


O gabinete de estatísticas acrescenta que a variação homóloga sofreu um "contributo positivo da procura interna" que se acentuou. A isto acresce o facto de "o contributo da procura externa líquida ter sido menos negativo no segundo trimestre, traduzindo sobretudo o aumento mais significativo das exportações de bens".

"Refira-se ainda que no segundo trimestre de 2021, em termos homólogos, se registou uma perda nos termos de troca, tendo o comportamento do deflator das importações sido influenciado, em larga medida, pelo crescimento pronunciado dos preços dos produtos energéticos", adianta.

Esta variação vai em linha com o que tinha vindo a ser projetado pelos economistas, que apontavam para um crescimento de 5% em cadeia. O departamento de research do BPI tem a mesma projeção para o segundo trimestre deste ano, assinalando uma " revisão em alta das expectativas de investimento por parte do setor empresarial não financeiro", que considera "muito significativa".

O INE divulga no próximo dia 31 agosto dados finais sobre a evolução da economia portuguesa.
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