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Economia portuguesa foi a quarta da UE que mais cresceu no terceiro trimestre

O PIB da Zona Euro registou um crescimento histórico no terceiro trimestre, que se segue ao trimestre com o pior desempenho de sempre.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Dezembro de 2020 às 10:40
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O crescimento de 13,3% da economia portuguesa no terceiro trimestre, face aos três meses anteriores, foi o quarto mais elevado entre todos os países da União Europeia.

Os dados publicados esta terça-feira pelo Eurostat mostram que as economias mais castigadas pela pandemia no segundo trimestre foram também as que recuperaram com maior intensidade no terceiro trimestre.

França (+18,7%), Espanha (+16,7%) e Itália (+15,9%) foram os Estados-membros que registaram crescimentos em cadeia do PIB mais fortes. Seguem-se Portugal e Malta, sendo que no total foram 11 os países da União Europeia com taxas de crescimento acima de 10%.

Na Zona Euro, o crescimento entre o terceiro e o segundo trimestre foi de 12,5%, o que representa a expansão em cadeia mais forte desde que o Eurostat colige estes dados, ou seja, desde 1995. A estimativa anterior do Eurostat apontava para um crescimento ligeiramente superior no terceiro trimestre (+12,6%).

Ainda assim, esta forte recuperação não foi suficiente para anular a queda de 11,7% que foi sentida no segundo trimestre, período em que a pandemia provocou danos mais fortes na atividade económica.

De acordo com o Eurostat, o PIB dos países da Zona Euro está ainda 4,4% abaixo do nível registado no final de 2019, encontrando-se em linha com o registado no primeiro trimestre de 2017.



Quebra homóloga em Portugal superior à Zona Euro

A comparação homóloga no terceiro trimestre mostra como a economia europeia está ainda a sofrer um forte constrangimento devido à pandemia. O PIB da Zona Euro no terceiro trimestre registou uma quebra de 4,3%.

Nesta comparação homóloga, o PIB de Portugal, tal como já tinha revelado o INE, registou uma contração de 5,7%, o que representa uma das descidas mais acentuadas no espaço da moeda única. Espanha (-11,7%) e Grécia (-8,7%) registam piores desempenhos, enquanto Itália (-5,0%) e França (-3,9%) sofreram quedas menos intensas.



Os dados do Eurostat mostram ainda que os gastos das famílias da Zona Euro aumentaram 14% em cadeia e caíram 4,6% em termos homólogos, enquanto as exportações subiram 17,1% em cadeia e as importações subiram 12,3%.

Para o quarto trimestre as perspetivas são menos animadoras, com os economistas a anteciparem um forte travão na recuperação devido às novas restrições que foram impostas em muitos países para mitigar os efeitos da segunda vaga de covid-19.


Emprego com maior subida em cadeia da série na zona euro O Eurostat revelou também esta terça-feira que o número de pessoas empregadas cresceu 1,0% na zona euro e 0,9% na UE no terceiro trimestre de 2020, face ao período anterior, os maiores aumentos em cadeia desde o início da série temporal.

Na zona euro, o crescimento em cadeia de 1,0% da taxa de emprego - a maior desde o início da série cronológica, em 1995 -, inverte dois trimestres seguidos de recuo (-0,3% e -3,0%).

Na União Europeia (UE) a taxa de emprego também teve, entre julho e setembro, a maior subida de sempre em cadeia (0,9%) e interrompe a tendência de recuo (-0,2% no primeiro trimestre e -2,8% no segundo).

De acordo com o gabinete estatístico europeu, face ao mesmo trimestre de 2019, o emprego caiu 2,3% na zona euro e 2,0% na UE no terceiro trimestre de 2020 (após -3,1% e -2,9%, respetivamente, no entre abril e junho de 2020).

Portugal registou, no terceiro trimestre, uma subida de 1,2% na taxa de emprego face ao anterior e um recuo de 2,6% na variação homóloga, ambos acima da média.

Lusa




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