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Endividamento da economia sobe para máximo histórico nos 738 mil milhões em setembro

A economia portuguesa viu o seu endividamento voltar a aumentar pelo terceiro mês consecutivo em setembro deste ano para um novo recorde, segundo os dados do Banco de Portugal.

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Miguel Baltazar
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 19 de Novembro de 2020 às 10:48
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O endividamento do setor não financeiro da economia portuguesa - que engloba empresas, famílias e Estado - subiu pelo terceiro mês consecutivo em setembro para os 738,025 mil milhões de euros, o que representa um novo máximo histórico, segundo os dados revelados hoje pelo Banco de Portugal

Relativamente a agosto de 2020, o endividamento do setor não financeiro aumentou 1,47 mil milhões de euros.

Do montante total, 335,3 mil milhões de euros dizem respeito ao endividamento no setor público, num bolo onde se encaixam as administrações e as empresas públicas, uma subida de cerca de mil milhões de euros face ao mês anterior. 

Setembro foi o mês em que o setor público registou também um máximo histórico e o terceiro consecutivo a assinalar aumentos.



Para além do aumento registado no público, também o setor privado sofreu um aumento para os 262,433 mil milhões de euros, mas abaixo dos 263 mil milhões de euros que se assinalavam no mesmo período do ano passado.

Neste campo, é de salientar a redução registada nas grandes e médias empresas, em termos mensais. Ainda assim, são as microempresas (a grande maioria) e as pequenas empresas as mais prejudicadas, neste segmento, durante a pandemia. 

De acordo com o Banco de Portugal, a taxa de variação anual do endividamento total das empresas privadas foi de 2%, menos 0,4 pontos percentuais do que o verificado no mês anterior. A taxa do endividamento total dos particulares aumentou 0,1 pontos percentuais para 0,9%.

No terceiro trimestre, o endividamento da economia portuguesa em percentagem do PIB (produto interno bruto) foi de 359,3%, tendo aumentado face aos 354,2% do PIB no segundo trimestre.
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