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Excedente externo recua em janeiro para 17 milhões de euros

As exportações caíram 20,9% e as importações diminuíram 19,5% no primeiro mês do ano, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

Ao nível da balança de bens, o saldo até melhorou: as importações caíram mais do que as exportações.
Bruno Colaço
Negócios jng@negocios.pt 17 de Março de 2021 às 11:32
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O saldo conjunto das balanças corrente e de capital registado no primeiro mês do ano fixou-se em 17 milhões de euros, o que compara com 114 milhões de euros em igual período de 2020, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal (BdP). 

Com o turismo em queda, verifica-se que o défice da balança comercial aumentou. Contas feitas, a redução do défice da balança de bens face ao período homólogo, no montante de 558 milhões de euros, acabaria por ser mais do que compensada pela diminuição do excedente da balança de serviços, em 614 milhões de euros. E, deste último montante, 467 milhões de euros resultaram da rubrica de viagens e turismo. 

Verifica-se que em janeiro, as exportações de bens e serviços diminuíram 20,9%, com uma distribuição de 9,3% nos bens e 44,1% nos serviços. Já as importações diminuíram 19,5% -  16,3% nos bens e 33% nos serviços.

 

O défice da balança de rendimento primário, assinala o BdP, reduziu-se em 132 milhões de euros relativamente ao período homólogo, para 56 milhões de euros. Esta diminuição foi, em grande medida, justificada por um aumento dos rendimentos recebidos do exterior. 

 

Já o excedente da balança de rendimento secundário diminuiu 217 milhões de euros, para 53 milhões de euros, sobretudo em resultado de um menor recebimento de transferências correntes diversas, referem os especialistas do banco central. 

 

Também o saldo da balança financeira registou uma diminuição dos ativos líquidos de Portugal face ao exterior no valor de 260 milhões de euros. "Esta descida decorreu de um aumento de passivos, destacando-se o investimento de não residentes em títulos de dívida pública portuguesa", explica o BdP. Pelo contrário, é de assinalar um aumento de ativos, através dos depósitos dos bancos residentes junto do exterior.

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