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Ao minuto12.12.2025

Europa fecha semana com perdas. "Sell-off" tecnológico nos EUA pressionou negociação

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.

Bolsas dos EUA pressionaram negociação na Europa
Bolsas dos EUA pressionaram negociação na Europa Peter Dejong/AP
12 de Dezembro de 2025 às 18:00
12.12.2025

Europa fecha semana com perdas. "Sell-off" tecnológico nos EUA pressionou negociação

Os principais índices europeus fecharam a última sessão da semana com perdas, invertendo a tendência de ganhos registada durante grande parte do dia, depois de um “sell-off” nas tecnológicas do lado de lá do Atlântico ter pressionado o sentimento dos investidores já perto do fim da sessão.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – recuou 0,53%, para os 578,24 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 0,44%, o espanhol IBEX 35 cedeu 0,17%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,43%, o francês CAC-40 deslizou 0,21%, o britânico FTSE 100 recuou 0,56% e o neerlandês AEX perdeu 0,78%.

O “benchmark” europeu começou a sessão a apenas 2 pontos de atingir um novo recorde, mas novos receios em torno de uma possível sobrevalorização das cotadas ligadas à área da inteligência artificial vieram pressionar novamente os investidores. Ainda assim, o índice de referência continua a ser negociado a menos de 1% do seu último recorde atingido em novembro.

Gilles Guibout, diretor de ações europeias da AXA Investment Management, disse à Bloomberg que, com a maioria dos economistas a apostar agora numa melhoria do crescimento económico europeu, “isso deve significar um crescimento de dois dígitos nos resultados [das cotadas] em 2026 e não há motivos para ser pessimista”.

Entre os setores, os recursos naturais (-1,49%) lideraram as quedas, seguido pela banca (-1,32%) e o setor tecnológico (-0,95%). Por outro lado, o setor do turismo (+1,07%) registou a maior valorização.

Quanto aos movimentos do mercado, as ações do UBS chegaram a subir mais de 5% e fecharam o dia com uma valorização superior a 2%, tendo chegado a atingir o seu valor mais alto desde 2008, depois de um grupo de deputados suíços terem proposto uma solução de compromisso que se centra em permitir que o banco use mais obrigações convertíveis para atender a um aumento futuro dos requisitos de capital.

Já marcas de vestuário desportivo como a Puma (+2,56%) e a Adidas (+1,70%) ganharam terreno depois de a norte-americana Lululemon Athletica ter melhorado o seu "outlook" para o conjunto do ano.

12.12.2025

Libra perde terreno com contração do PIB em outubro

A libra negoceia com desvalorizações nesta sexta-feira, depois de dados terem revelado que a economia do Reino Unido registou uma contração inesperada entre agosto e outubro.

A atividade económica do país caiu 0,1% nesse período, de acordo com dados do Gabinete Nacional de Estatísticas do Reino Unido. Ainda assim, a libra ainda está a caminho de registar uma subida de 0,3% esta semana, tendo atingido máximos de dois meses face ao dólar na quinta-feira.

A libra segue a ceder 0,16%, para os 1,336 dólares. Ainda por cá, o euro avança ligeiros 0,01%, para os 1,173 dólares.

Do lado de lá do Atlântico, o dólar segue a registar ligeiros ganhos, depois de ter estado sob pressão nas últimas sessões, influenciado pela flexibilização dos juros pela Fed.

O índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a ganhar 0,08%, para os 98,428 pontos. Em relação à divisa nipónica, o dólar soma 0,28%, para os 156,030 ienes.

12.12.2025

Ouro ganha terreno e prata recua depois de atingir novo recorde

ouro

Os preços do ouro negoceiam com ganhos a esta hora, apoiados pelo corte de juros nos EUA e por uma maior procura enquanto ativo-refúgio, enquanto a prata perde terreno pouco tempo depois de ter fixado novos máximos, com os “traders” a aproveitarem para retirar mais-valias.

O metal amarelo ganha 0,78%, para os 4.313,540 dólares por onça.

A Fed reduziu na quarta-feira as taxas de juro em 25 pontos-base, numa decisão que ficou longe de ser consensual. Taxas diretoras mais baixas normalmente beneficiam ativos que não rendem juros, como é o caso do ouro.

As projeções divulgadas após a reunião de dois dias do banco central dos EUA mostram que a maioria dos decisores de política monetária prevê apenas um corte nas taxas em 2026.

No que toca à prata, o metal precioso segue a ceder 0,96%, para os 62,946 dólares por onça, depois de ter voltado a atingir um novo recorde, desta feita acima dos 64,6 dólares por onça, apoiado, inclusive, por uma elevada procura do setor industrial.

12.12.2025

Petróleo desvaloriza e caminha para nova semana de perdas

petroleo combustiveis

Os preços do petróleo negoceiam com perdas esta tarde e caminham para uma desvalorização no conjunto da semana, à medida que os “traders” se focam nos novos desenvolvimentos em torno das negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia.

O WTI - de referência para os EUA – cai 0,59%, para os 57,26 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a perder 0,60% para os 60,91 dólares por barril. Ambos os “benchmarks” seguem com perdas de cerca de 4% no conjunto desta semana.

A pressionar o crude estão também previsões da Agência Internacional de Energia publicadas na quinta-feira que mostram que a oferta global de petróleo deverá exceder a procura em 3,84 milhões de barris por dia no próximo ano - um volume equivalente a quase 4% da procura mundial.

Em contraste com o relatório da AIE, dados do relatório da OPEP, também divulgados ontem, indicaram que a oferta mundial de petróleo irá corresponder à procura em 2026.

E apesar das quedas, há ainda alguns fatores que estão a conter maiores desvalorizações para o crude, incluindo o aumento das tensões entre os EUA e a Venezuela e os ataques com drones ucranianos a uma plataforma petrolífera russa no Mar Cáspio.

12.12.2025

Wall Street negoceia com perdas e "testa" rally do Pai Natal. Broadcom afunda 7%

Os principais índices norte-americanos negoceiam com perdas esta tarde, pressionados por cotadas ligadas ao setor tecnológico, contrariando o avanço dos índices ao nível global.

Depois de ontem ter atingido máximos de fecho, o “benchmark” S&P 500 perde agora 0,16%, para os 6.889,71. Já o Nasdaq Composite recua 0,42%, para os 23.495,54 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 0,13% para os 48.768,10.

Para muitos investidores, a confirmação desta semana de que o ciclo de flexibilização da política monetária da Reserva Federal continua intacto está a abrir caminho para uma recuperação dos índices no final do ano. Ainda assim, depois de os pesos-pesados da tecnologia terem impulsionado os ganhos das ações durante grande parte deste ano, as preocupações com uma possível sobreavaliação destas cotadas e os retornos abaixo do esperado no que toca ao investimento em inteligência artificial continuam a pressionar o sentimento dos investidores.

Estes receios foram reavivados esta semana, como a Broadcom terem divulgado resultados que não corresponderam às expectativas do mercado.

Nesta linha, a Broadcom segue a perder mais de 7%, depois de as suas previsões de vendas não terem correspondido às elevadas expectativas dos investidores. Já as ações da Lululemon Athletica ganham 13,62%, após fabricante de roupa de ioga ter melhorado as suas previsões para o conjunto do ano e anunciado que o seu diretor executivo se irá demitir após um período de crescimento lento.

Entre as "big tech”, a Nvidia avança 0,48%, a Meta recua 0,55%, a Apple ganha 0,014%, a Alphabet sobe 0,41%, a Amazon desvaloriza 0,16% e a Microsoft desliza 0,37%.

12.12.2025

Euribor desce a três, seis e 12 meses depois de novos máximos na quinta-feira

A taxa Euribor desceu hoje a três, a seis e a 12 meses, depois de ter subido para novos máximos nos três prazos na quinta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,082%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,170%) e a 12 meses (2,294%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje, ao ser fixada em 2,170%, menos 0,002 pontos do que na quinta-feira, quando se situou em 1,172%, um máximo desde 23 de abril.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também caiu, para 2,294%, menos 0,004 pontos na quinta-feira, quando atingiu 2,298%, um novo máximo desde 04 de abril.

A Euribor a três meses também cedeu hoje, para 2,092%, menos 0,018 pontos do que na quinta-feira, dia em que se cifrou em 2,100%, um novo máximo desde 19 de maio.

Em relação à média mensal da Euribor em novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.

A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.

Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

12.12.2025

Europa a menos de dois pontos de novo máximo histórico. UBS dispara 5%

UBS Credit Suisse logos

As principais praças europeias estão a negociar em alta esta sexta-feira, impulsionadas por um maior otimismo por parte da Reserva Federal (Fed) em relação ao rumo da inflação nos EUA, que já levou o índice MSCI All Country World - um dos indicadores mais abrangentes do mercado acionista global - a novos máximos históricos nesta sessão. 

A esta hora, o Stoxx 600 avança 0,40% para 583,67 pontos, tendo chegado a tocar nos 584,71 pontos - ficando a menos de dois pontos dos máximos históricos atingidos em novembro. Os setores financeiro e das viagens são os que registam os melhores desempenhos dentro do principal índice europeu, com o primeiro a beneficiar de uma perspetiva de subidas das taxas de juro já no próximo ano. 

Gilles Guibout, diretor de ações europeias da AXA, afasta à Reuters um cenário pessimista para 2026, após as valorizações registadas este ano. Com a maioria dos economistas a apostarem num aceleramento económico na Europa, "isso deve significar um crescimento de dois dígitos nos lucros em 2026 e não há motivo para ser pessimista”.

Entre as principais movimentações de mercado, o UBS acelera 4,30% para 34,94 francos suíços, atingindo máximos de 2008, depois de um grupo de deputados de centro-direita do Parlamento do país ter apresentando uma proposta de compromisso no debate sobre os requisitos de capital do grupo, no seguimento da aquisição do falido Credit Suisse. 

As ações de itens desportivos também estão a negociar em alta, impulsionadas pelos resultados da Lululemon Athletica nos EUA, que levou a empresa a rever em alta as suas expectativas para o resto do ano. Pela Europa, a Adidas acelera 2,50%, a Puma dispara 4% e a JD Sports Fashion ganha 0,73%. 

12.12.2025

Juros agravam na Europa. Bunds alemãs com pior desempenho na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas estão a seguir com agravamento na sessão desta sexta-feira, um pouco por todo o mundo. O bloco europeu é o que apresenta o pior desempenho, embora a Argentina pese no continente americano.

Os juros das "Bunds" alemãs a 10 anos, que servem de referência para a região, avançam 1,3 pontos base para 2,853%, sendo aqueles que mais se agravam na Zona Euro. Por sua vez, as "yields" francesas com a mesma maturidade sobem 1,0 pontos para 3,561%. 

Nos países do sul da Europa, os juros das obrigações portuguesas a 10 anos agravam-se em 0,4 pontos para 3,151%, enquanto os juros espanhóis crescem 0,5 pontos para 3,293% e os italianos sobem 0,6 pontos para 3,532%. 

Fora da Zona Euro, mas ainda na Europa, mantém-se a tendência de agravamento, com os juros das "Gilts" britânicas a acelerar 0,2 pontos-base para 4,484%. O pior desempenho europeu está na Suíça, com os juros de referência a subir 1,7 pontos para 0,243%, enquanto na Suécia crescem 1,4 pontos para 2,895%. Nos Países Baixos somam 1,2 pontos-base para 2,984% e na Grécia aceleram 0,8 pontos para 3,442%. 

O mesmo sentimento é visível nas Américas. Os juros da dívida pública na Argentina aceleram 4,3 pontos-base para 10,463%, nos EUA crescem 0,8 pontos para 4,164% e no Canadá sobem 0,9 pontos para 3,425%. 

A Ásia-Pacífico não é exceção. Os juros crescem 3,7 pontos na Coreia do Sul para 3,388%, na Nova Zelândia sobem 2,7 pontos para 4,499% e no Japão agravam-se em 2,2 pontos para 1,939%.

12.12.2025

Euro inalterado face ao dólar. Libra cai com recuo do PIB britânico

O euro está a negociar inalterado face ao dólar, após ter atingido máximos do início de outubro na sessão anterior, impulsionado pela decisão da Reserva Federal (Fed) norte-americana de cortar as taxas de juro em 25 pontos base. Apesar de o banco central ter sinalizado uma pausa na flexibilização da política monetária, mostrou-se mais otimista em relação à inflação e à economia dos EUA para 2026 - o suficiente para devolver o otimismo aos mercados e pressionar a "nota verde". 

A esta hora, o euro segue nos 1,1738 dólares, isto depois de ter chegado a valorizar mais de 0,5% na sessão anterior. Já a libra cai 0,06% para 1,3379 dólares, após ter sido revelado que o PIB britânico recuou de forma inesperada nos três meses acabados em outubro - quando os economistas ouvidos pela Reuters antecipavam que se mantivesse estagnado.

Mesmo assim, a divida britânica prepara-se para fechar a semana com um saldo positivo face ao dólar, depois de também ter atingido máximos de dois meses na quinta-feira. Ao confirmar-se, será a terceira semana consecutiva de ganhos para a libra, numa altura em que o orçamento de outono de Rachel Reeves, ministra britânica das Finanças, parece ter apaziguado o nervosismo dos investidores. 

Já face à moeda nipónica, o dólar está a acelerar 0,11% para 155,76 ienes. Este movimento acontece numa altura em que, apesar de uma subida nas taxas de juro por parte do Banco do Japão continuar em cima da mesa, os investidores estão divididos se a mesma vai acontecer ainda este ano ou só em 2026. 

12.12.2025

Ouro aproxima-se de máximos históricos. Prata em novo recorde

ouro

O preço do ouro atingiu máximos de mais de um mês esta sexta-feira, aproximando-se dos valores recordes atingidos em outubro, numa altura em que as previsões económicas da Reserva Federal (Fed) norte-americana para 2026 devolveram o otimismo aos mercados. A prata também está a beneficiar deste sentimento e atingiu um novo máximo histórico esta madrugada. 

A esta hora, o ouro avança 0,14% para 4.286,23 dólares por onça, depois de ter acelerado mais de 1% na sessão anterior e atingido o nível mais elevado desde 21 de outubro. Já a prata ganha 0,38% para 63,74 dólares por onça, recuando ligeiramente das valorizações registadas no arranque da negociação, quando atingiu pela primeira vez na história os 64,31 dólares.

"A prata parece estar a puxar o ouro para cima e também está a puxar outros metais, como a platina e o paládio", explica Edward Meir, analista da Marex, à Reuters, que aponta ainda para a desvalorização no dólar para justificar as movimentações nestes metais preciosos. "A inflação [nos EUA] ainda não está na meta de 2% da Fed. Quando se reduz as taxas num ambiente inflacionário que ainda não é ideal, isso é muito otimista para o ouro", acrescentou. 

Na quarta-feira, a Fed anunciou a sua decisão de cortar as taxas de juro em 25 pontos base pela terceira reunião consecutiva. Apesar de Jerome Powell, presidente do banco central norte-americano, ter sinalizado uma pausa no alívio da política monetária, a , antecipando um crescimento de 2,3% no PIB para 2026, e mostrou-se mais otimista para a inflação, que deve abrandar para 2,4% no próximo ano. 

12.12.2025

Tensões na Venezuela levam petróleo a recuperar de mínimos de dois meses

petroleo combustiveis

O barril de petróleo está a recuperar dos mínimos de quase dois meses que atingiu na quinta-feira, impulsionado por receios de disrupções no abastecimento de crude venezuelano. Apesar das movimentações em alta desta sessão, os dois contratos "benchmark" da matéria-prima devem encerrar a semana com um saldo negativo, numa altura em que as negociações para a paz na Ucrânia continuam a dominar o sentimento de mercado.

A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – avança 0,54% para os 57,91 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a ganhar 0,47% para os 61,57 dólares por barril. Os dois contratos caíram cerca de 1,5% na sessão anterior, depois de os líderes europeus terem sinalizado avanços nas negociações após uma conversa telefónica com Donald Trump. 

O fim da guerra na Ucrânia significaria o levantamento das sanções que o petróleo russo enfrenta nos mercados mundiais, agravando ainda mais o excedente que já se espera para 2026. De acordo com as projeções da Agência Internacional de Energia (AIE), a oferta vai exceder a procura em 3,84 milhões de barris por dia - um número ligeiramente inferior às estimativas anteriores, mas que ainda indica um mercado sob pressão. 

Ainda no campo geopolítico, os EUA preparam-se para intercetar mais navios que transportem petróleo venezuelano ao longo da costa do país, tal como já tinha acontecido no início da semana. As tensões entre a administração de Donald Trump e o regime de Nicolás Maduro continuam assim a aumentar, com a Casa Branca a reforçar as pressões para levar o atual Presidente venezuelano a abandonar o cargo. 

"A escalada da crise na Venezuela acrescenta um prémio de risco ao petróleo, mas não altera o panorama geral", explica Haris Khurshid, analista da Karobaar Capital, à Bloomberg. "A menos que as sanções interrompam repentinamente os fluxos ou perturbem as rotas marítimas, trata-se mais de ruído do que de um choque estrutural", acrescenta. 

12.12.2025

Fed alimenta otimismo nas praças mundiais. Europa aponta para novo máximo

Os principais índices asiáticos encerraram a derradeira sessão da semana em alta, numa altura em que o corte de 25 pontos base nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana e as suas perspetivas económicas para 2026 continuam a dar gás às ações mundiais - que voltaram a atingir um novo pico esta sexta-feira. 

O índice MSCI All Country World - um dos indicadores mais abrangentes do mercado acionista global - cresceu 0,2% nesta sessão e renovou os máximos históricos atingidos na quinta-feira. As movimentações em Wall Street, com o , contribuíram para o grande otimismo que se vive hoje nos mercados e que deve alastrar-se à Europa, com os futuros do Euro Stoxx 50 a apontarem para uma abertura no verde e a sinalizarem um novo máximo histórico.

"O impulso deve continuar até ao final do ano", afirma Gina Bolvin, presidente do Bolvin Wealth Management Group. à Bloomberg. "Com cortes nas taxas em andamento, um novo presidente da Fed a caminho e os lucros a aumentarem, o mercado em alta parece posicionado para continuar assim em 2026. À medida que mais empresas adotam a inteligência artificial, a participação deve ampliar-se a setores além das Sete Magníficas".

Mesmo assim, e em contraciclo com a tendência global, as ações tecnológicas estão a ter dificuldade em continuar à tona, limitando os ganhos das ações mundiais e sinalizando um arrefecimento no setor após as grandes valorizações que caracterizaram 2025. Grande parte do nervosismo apareceu depois de a Oracle ter afundado mais de 10% na quinta-feira, pressionada por previsões de lucro abaixo do estimado pelos analistas, apesar dos grandes investimentos da empresa. 

Pelo Japão, o Topix acelerou para um novo máximo histórico, ao acelerar quase 2%, enquanto o Nikkei 225 ganhou 1,37%. Um aumento nas taxas de juro por parte do banco central do país está no horizonte, mas os investidores continuam divididos se o aperto na política monetária chega já na próxima semana (numa altura em que o iene tem tido dificuldades em afirmar-se) ou se é adiado para 2026. 

Já pela China, o Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 1,75%, enquanto os ganhos do Shanghai Composite acabaram por ser mais limitados, com o índice a acelerar apenas 0,41%. Por sua vez, o sul-coreano Kospi saltou 1,38% e o australiano S&P/ASX 200 pulou 1,23%. 

12.12.2025

Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravaram-se em toda a linha na sessão desta sexta-feira, num dia em que os principais índices bolsistas do Velho Continente fecharam com perdas.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravaram-se em 1,6 pontos-base, para 3,164%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade seguiu a mesma tendência e subiu igualmente 1,6 pontos, para 3,304%.

Já os juros da dívida soberana italiana avançaram 2 pontos, para 3,545%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa cresceu 2,3 pontos-base, para os 3,575%, enquanto os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, agravaram-se em 1,5 pontos, para os 2,855%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, subiram 3,3 pontos-base, para 4,515%.

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