Exportações afundam 6,4% no arranque do ano. Importações sobem 2,6%
Estimativa rápida do INE revela que venda de bens ao exterior voltou a cair, pelo quarto trimestre consecutivo, abrangendo os meses das tempestades e da guerra no Irão. As importações pelo contrário aumentaram, agravando o saldo da balança comercial.
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Pelo quarto trimestre consecutivo, as exportações voltaram a cair, mas nos primeiros três meses do ano - já com as tempestades e a guerra no Irão -, a queda homóloga foi expressiva, de 6,4%, revelam os dados da estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta quarta-feira, 29 de abril. Já as importações inverteram tendência de queda e começaram o ano a subir 2,6%, em termos homólogos.
Em comparação com o trimestre anterior, observou-se um agravamento da queda das exportações nacionais, em termos nominais (que não descontam os efeitos da inflação, que tem estado a puxar as exportações para baixo devido à descida dos preços das mercadorias exportadas). A nova queda prolonga, assim, o decréscimo nas vendas de mercadorias portuguesas ao exterior que se observou no quarto trimestre do ano passado, altura em que as exportações recuaram 2,8%.
Por outro lado, as importações registaram um acréscimo, contrariando a queda verificada no final de 2025. No primeiro trimestre, as compras de bens de Portugal ao exterior cresceram 2,6%.
Excluindo as transações sem transferência de propriedade (ou seja, com vista ou na sequência de trabalhos por encomenda, com vista ao processamento ou transformação de bens pertencentes a outros países), há uma inversão de cenário para as exportações que registam um acréscimo de 1,1%. Já nas importações "acentua-se o crescimento" de 4,2%.
Tendo em conta estes dados, ainda preliminares, o INE conclui que no 1º trimestre de 2026, "observou-se um acentuar da trajetória de decréscimo das exportações e uma inversão da evolução das importações, resultando num agravamento do saldo da balança comercial." No ano passado, o défice da balança comercial agravou-se em 3.752 milhões de euros, para 32.100 milhões de euros.
Notícia atualizada às 11:30