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OCDE: Economia portuguesa dá sinais de aceleração

A economia portuguesa voltou a dar sinais de recuperação, com o índice da OCDE a subir em Agosto pelo terceiro mês consecutivo.

António Pedro Santos/Lusa
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Outubro de 2018 às 11:38
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O índice compósito calculado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), que antecipa viragens de ciclo económico, situou-se em 99,68 pontos em Agosto, naquele que foi o terceiro mês seguido de recuperação.

 

A subida de Agosto indica que a economia portuguesa estará a acelerar, invertendo o ciclo de abrandamento que registava desde meados do ano passado. Em Maio o índice da OCDE para Portugal tinha atingido o nível mais baixo desde Setembro de 2013, altura em que a economia portuguesa estava em recessão.

 

A terceira subida mensal consecutiva segue-se a um ciclo de nove meses consecutivos em queda. Ainda assim, o indicador permanece abaixo dos 100 pontos, o limiar entre a aceleração e a desaceleração da economia.

 

Os três aumentos mensais desde Maio foram muito ténues, ainda assim suficientes para colocar o índice em máximos de Janeiro deste ano.

 


O INE reviu em alta o crescimento do PIB de Portugal do primeiro trimestre de 2,1% para 2,2% e o do segundo trimestre de 2,3% para 2,4%
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De acordo com a última síntese económica de conjuntura do INE, a economia portuguesa terá estabilizado no arranque do terceiro trimestre, com a aceleração do investimento a compensar o abrandamento do consumo privado.

 

Pelos cálculos do Negócios, se a economia mantiver o crescimento em cadeia de 0,6% registado no segundo trimestre, a variação anual do PIB será de 2,3%, tal como o Ministério das Finanças prevê. 

 

Zona Euro abranda

Esta indicação de recuperação da economia portuguesa contrasta com os sinais de abrandamento na economia da OCDE, que também atingiu a Zona Euro.

 

"Persiste o abrandamento do crescimento para a Zona Euro como um todo, incluindo França, Itália e Reino Unido, enquanto na Alemanha o índice aponta para uma estabilização do crescimento", refere o comunicado da OCDE.

 

Segundo revelou o Eurostat a 7 de Setembro, tanto a Zona Euro como a União Europeia cresceram 2,1% no segundo trimestre deste ano, abaixo do avançado em Agosto pelo instituto de estatística da Comissão Europeia, que apontava para um crescimento de 2,2%. Nos primeiros três meses do ano, a economia da moeda única registou um crescimento homólogo de 2,4% e a UE de 2,3%, pelo que o segundo trimestre representou uma desaceleração.

 

Já nos Estados Unidos, Japão e China os dados da OCDE apontam para um crescimento económico estável.

 

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