Europeus e norte-americanos questionam aprovação da vacina no Reino Unido
Políticos, especialistas da área da saúde e comentadores, tanto na Europa como nos Estados Unidos, unem-se nas interrogações quanto à rápida aprovação que o Reino Unido deu à vacina da Pfizer contra a covid-19, tornando-se o primeiro país no mundo a fazê-lo.
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A Autoridade Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA, na sigla em inglês), concedeu uma autorização de emergência à vacina produzida pela Pfizer e pela BioNTech contra a covid-19. O Governo britânico, na voz do ministro da Educação, atribui este avanço, ao Reino Unido ser "o melhor" país, em detrimento da Bélgica, França e Estados Unidos.
No entanto, vozes conhecidas começam a criticar a prontidão do Reino Unido, afirmando que um escrutínio mais aprofundado da vacina daria mais confiança à população para a experimentar.
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Uma das vozes mais sonantes a insurgir-se foi a de Anthony Fauci, o conselheiro de topo do Governo norte-americano em matérias de doenças infeciosas. Este afirma que "eles só olharam para os dados entregues pela empresa Pfizer, e em vez de os escrutinarem muito, muito cuidadosamente, disseram ‘ok, vamos aprovar.’ É isso".
Na Alemanha, de acordo com o The Guardian, o ministro da Saúde afirmou que o bloco europeu poderia ter seguido um processo semelhante ao do Reino Unido, mas diz que foi decidido "conscientemente" ir por outra via, mais "aprofundada". O mesmo responsável considera que algum atraso da restante Europa face ao Reino Unido "não é assim tão dramático". Em Espanha, também se considera que a Europa não vai seguir as pisadas dos britânicos. Em França, um virologista que é conselheiro do Governo considera que a decisão do Governo de Boris Johnson em relação à vacina foi "política".
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