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Alimentos têm risco baixo de espalhar vírus

Os alimentos apresentam um risco diminuto de propagar o coronavírus, dizem especialistas em saúde de vários países, numa tentativa de tranquilizar os consumidores depois do surto em Pequim ter sido atribuído a peixes importados.

Um mercado foi o epicentro de um novo surto em Pequim Bloomberg
Bloomberg 18 de Junho de 2020 às 14:53
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A FDA, agência que regula fármacos e alimentos nos EUA, disse que "não tem conhecimento de qualquer evidência" para sugerir que os alimentos possam transmitir o vírus. A visão foi partilhada por Kate Grusich, porta-voz para os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, segundo a qual, devido à baixa capacidade de sobrevivência dos coronavírus em superfícies, "provavelmente existe um risco muito baixo de propagação por produtos alimentícios ou embalagens".

 

Chile, maior exportador de salmão depois da Noruega, tentou convencer a China de que o seu peixe é seguro para importação após o cancelamento dos pedidos. A Autoridade Norueguesa de Segurança Alimentar também disse que não há casos conhecidos de infeção por alimentos contaminados.

 

O possível perigo de contágio por alimentos veio à tona devido aos casos de coronavírus associados a uma tábua de um vendedor de salmão importado num mercado de Pequim. O salmão foi retirado das prateleiras dos principais supermercados na China, e destacados especialistas chegaram a recomendar que consumidores não consumissem o peixe rico em omega-3.

 

"Até agora, não há evidências que mostrem que o salmão seja a origem ou hospedeiro intermediário do coronavírus", disse Shi Guoqing, especialista da Comissão Nacional de Saúde, em conferência de imprensa em Pequim na terça-feira.

 

Wu Zunyou, epidemiologista-chefe do CDC da China, disse em entrevista na segunda-feira à televisão estatal que o resultado positivo de uma tábua de cortar salmão "não indica muito", pois o peixe poderia ter sido contaminado por trabalhadores ou gotículas de consumidores.

 

Existem apenas alguns exemplos de pessoas que se contagiaram com o coronavírus através de animais. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura diz que a carne bem cozida de gado saudável é segura, mas recomenda evitar carne de animais selvagens ou doentes.

 

Superfícies contaminadas

 

Especialistas em saúde confirmaram que a transmissão pode ocorrer indiretamente, tocando uma superfície ou objeto contaminado, embora o CDC dos EUA tenha dito no fim de maio que esse meio provavelmente não é a principal forma de propagação do vírus.

 

Não está claro se o vírus pode ser transmitido através de alimentos que foram descongelados. David Hamer, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston e médico do Boston Medical Center, disse que, embora não haja evidências de que a covid-19 possa ser transmitido pelos alimentos, são necessárias mais pesquisas.

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