Amazon lança uma das maiores emissões de dívida de sempre para financiar IA
A gigante do comércio eletrónico pretende arrecadar até 42 mil milhões numa oferta conjunta em ambos os lados do Atlântico. A emissão está separada em 19 tranches, com uma maturidade máxima a 50 anos.
Em mais uma ronda de emissão de dívida para financiar os elevados investimentos em inteligência artificial (IA), a Amazon deu início esta terça-feira a uma das maiores emissões de obrigações empresariais de sempre. A gigante do comércio eletrónico pretende arrecadar o equivalente a cerca de 37 mil milhões a 42 mil milhões de dólares em ofertas na moeda norte-americana e em euros, em ambos os lados do Atlântico, de acordo com fontes citadas pela Bloomberg.
A emissão de dívida norte-americana está separada em 11 tranches, com maturidades entre dois e 50 anos, em que procura obter 25 mil milhões a 30 mil milhões de dólares. As discussões iniciais do preço para a tranche com maturidade mais longa, que se atinge em 2076, apontam para uma "yield" 1,55 pontos percentuais acima da yield dos Treasuries, refere a agência.
A Amazon também pretende angariar até 10 mil milhões de euros através de uma emissão na moeda única, em oito tranches, com maturidades entre dois e 38 anos, com o lançamento previsto para quarta-feira. Trata-se da emissão europeia com mais tranches até à data.
O Goldman Sachs, o JPMorgan e o Citigroup estão entre os bancos que estão a gerir a oferta em dólares, enquanto o HSBC também está envolvido na operação, refere a Bloomberg. A operação foi comunicada pela Amazon à Securities and Exchange Commission – o regulador de mercado dos EUA, com um papel semelhante ao da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) – esta terça-feira.
Depois de Donald Trump, Presidente dos EUA, ter dito que a guerra no Irão poderá terminar “muito em breve”, o mercado de obrigações começou a acelerar, com uma oferta conjunta de pelo menos 26,9 mil milhões de euros em curso na Europa esta terça-feira. É o dia mais movimentado desde que começou o conflito no Médio Oriente, depois de o mercado ter abrandado fortemente no início do mês.
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