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Covid-19: PEV quer mais professores e auxiliares nas escolas

Os Verdes defenderam esta segunda-feira o reforço de professores e de auxiliares nas escolas para adaptar as aulas às regras de combate à pandemia de covid-19 e alertaram para os efeitos negativos de um aumento do desemprego.

Duarte Roriz/Correio da Manhã
Lusa 07 de Setembro de 2020 às 21:26
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No final de uma reunião, no Porto, de epidemiologistas, políticos e parceiros sociais, a deputada do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) Mariana Silva afirmou ser necessário "contratar mais auxiliares para que possam estar perto dos alunos" e ajudar à limpeza das escolas e ter "mais professores para que se possa fazer o desdobramento de turmas".

"Para que todos os alunos tenham direito às aulas presenciais" e "não fiquem de fora", "social e economicamente", os que "não podem participar em aulas 'online' ou com outros instrumentos aos quais não têm acesso", afirmou ainda.

Para a parlamentar dos Verdes, o parque escolar "não está assim tão preparado para todas estas regras rigorosas" na reabertura das aulas, previsto para dentro de uma semana.

Para a deputada dos Verdes, que saudou o regresso das reuniões entre epidemiologistas e políticos, alertou ainda para os efeitos negativos de despedimentos devido à crise económica causada pela pandemia.

Esse é, afirmou, um cenário que "trará graves problemas" face às dificuldades para "pagar as suas rendas" que foi despedido e tenha de "voltar à casa de seus familiares e coabitar com muita gente".

Uma situação que, segundo Mariana Silva, citando os alertas dos especialistas na reunião, pode "reforçar" o contágio com a infeção, a par dos problemas sociais e económicos daí resultantes.

A situação epidemiológica de covid-19 em Portugal agravou-se desde meados de agosto, revelaram hoje os peritos da Direção-Geral da Saúde (DGS) e Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), no regresso das reuniões entre especialistas e políticos.

No auditório da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Pedro Pinto Leite, da DGS, explicou que no período analisado entre 17 e 30 de agosto foram registadas 3.909 novas infeções. Ao nível da transmissão, 49% dos que referiam ter tido contacto com o vírus fizeram-no em contexto familiar, com apenas 16% a indicarem o contexto laboral.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 889.498 mortos e infetou mais de 27,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.843 pessoas das 60.507 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

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