BCE fará o que for "necessário" para manter a inflação "sob controlo", diz Lagarde
"Faremos tudo o que for necessário para que a inflação esteja sob controlo e para que os franceses, os europeus, não sofram aumentos da inflação do tipo daqueles que vimos nos anos de 2022 e 2023", desencadeados pela guerra na Ucrânia, afirmou a presidente do BCE, ao mesmo tempo que sublinhou que a situação era "muito diferente".
A presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou esta terça-feira que a instituição monetária fará tudo o que for "necessário" para que "a inflação esteja sob controlo" face à subida dos preços da energia, devido à guerra no Médio Oriente.
"Faremos tudo o que for necessário para que a inflação esteja sob controlo e para que os franceses, os europeus, não sofram aumentos da inflação do tipo daqueles que vimos nos anos de 2022 e 2023", desencadeados pela guerra na Ucrânia, afirmou Christine Lagarde numa entrevista na France 2 e France Inter, ao mesmo tempo que sublinhou que a situação era "muito diferente".
Questionada sobre um eventual aumento das taxas de juro no futuro, a presidente da instituição não respondeu, invocando a forte "incerteza" que persiste em relação à situação no Médio Oriente.
A próxima decisão de política monetária do BCE é esperada para 19 de março, no dia seguinte à reunião do comité de política monetária da Reserva Federal americana (Fed).
Lagarde também insistiu que a situação era "muito diferente de 2022", aquando do início da guerra na Ucrânia, alegando que "a inflação está sob controlo" e "o crescimento é bastante resistente" na zona euro.
Além disso, as "ordens de grandeza em termos de aumento de preços" da energia não são os mesmos, em comparação com o disparo após a invasão russa da Ucrânia, sublinhou.
"Em contrapartida, o que é muito diferente é que temos um grau de incerteza e um grau de volatilidade absolutamente surpreendente, que não tem equivalente em 2022", acrescentou.
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