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Vacina de Oxford produziu resposta imunitária na população mais velha

A vacina estimulou a produção de anticorpos e de linfócitos T, um tipo de glóbulo branco que destrói as células infetadas, na população com mais de 55 anos.

Reuters
Sábado 26 de Outubro de 2020 às 09:53
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A vacina experimental contra a Covid-19 que está a ser desenvolvida pela Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca produziu "uma resposta imune robusta" em pessoas com mais de 55 anos, segundo escreve esta segunda-feira o jornal Financial Times.

 

A vacina estimulou a produção de anticorpos e de linfócitos T, um tipo de glóbulo branco que destrói as células infetadas, refere a publicação, citando duas pessoas próximas dos ensaios. Os detalhes desta descoberta devem ser publicados em breve num jornal clínico, disse o FT, sem referir qual será a publicação.

O consórcio tinha já realizado testes em julho, com mais de mil pessoas e que mostraram que também funcionava com população dos  18 aos 55 anos. Nessa fase, era referido que a vacina tinha "efeitos secundários reduzidos"não se tendo registado "efeitos nocivos graves resultantes da vacina".

"É encorajador ver que a resposta imunogenética é semelhante entre pessoas mais velhas e jovens adultos e que a reatogenicidade era mais baixa em pessoas mais velhas, onde a Covid-19 se tem mostrado ser mais grave", referiu um porta-voz da AstraZeneca à Reuters.

A vacina que a AstraZeneca está a desenvolver a vacina com cientistas da Universidade de Oxford é vista como pioneira na corrida para produzir uma vacina contra Covid-19.

A AstraZeneca retomou os testes nos EUA após a aprovação pelos reguladores, indicou a empresa na sexta-feira. Esta é uma vacina de vetor viral que usa uma versão enfraquecida de um vírus que codifica instruções para a produção de proteínas do novo coronavírus para construir imunidade contra Covid-19.

Apesar destes resultados promissores, esta vacina já teve os testes suspensos, em setembro, depois de uma reação adversa grave- Poucos dias depois os ensaios acabariam por se retomados. No Brasil, há poucas semanas, foi notificada também a morte de uma pessoa que participava nestes testes, mas a empresa acabaria por voltar a retomar os mesmos.

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