Teerão permite navegação em Ormuz. EUA vão ajudar a gerir "tráfego acumulado"
Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
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Kuwait alvo de "intensos" ataques do Irão
Apesar do cessar-fogo, o Kuwait diz estar a ser alvo de ataques "intensos" do Irão desde as 8h desta quarta-feira, ataques esses que persistem. É pleo menos o que indica o exército do país, numa publicação na rede social X.
De acordo com as forças armadas, foram intercetados 28 drones desde o início da manhã, com os ataques a terem como alvo instalações energéticas no sul do país.
Também a agência iraniana Mehr dá conta de explosões no Irão esta manhã, mas sem especificar a sua origem ou local.
Sánchez satisfeito com cessar-fogo, mas pede que não esqueçamos a "destruição e vidas perdidas"
Pedro Sánchez juntou-se ao coro de aplausos ao cessar-fogo entre o Irão e os EUA, mas alertou que, apesar do alívio momentâneo, não nos podemos esquecer "do caos, da destruição e das vidas perdidas".
"O Governo de Espanha não vai aplaudir quem incendeia o mundo só porque aparece com um balde", escreveu o líder do Governo espanhol na rede social X.
UE saúda cessar-fogo e apela a solução duradoura
A presidente da Comissão Europeia saudou esta manhã o acordo de cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, dizendo que trouxe "o muito necessário desagravamento" das tensões.
"Agora é crucial que as negociações para uma solução duradoura para este conflito continuem", escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.
Portugal saúda acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão
O Governo português saudou hoje o acordo de cessar-fogo e de abertura do estreito de Ormuz alcançado na terça-feira pelos Estados Unidos e Irão.
Numa mensagem publicada na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português agradece a mediação do Paquistão, assim como "os esforços de todos os seus parceiros nas negociações".
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num "cessar-fogo bilateral", e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz "viável".
Depois, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão confirmou o cessar-fogo bilateral de duas semanas com os Estados Unidos e informou que as negociações para um acordo de paz terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.
Trump diz que EUA vão ajudar a gerir "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que os Estados Unidos ajudarão a gerir o "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz, após ter anunciado um cessar-fogo de duas semanas com o Irão.
Numa mensagem publicada na Truth Social, a rede social que lhe pertence, o inquilino da Casa Branca reafirmou que haverá "muitas ações positivas" e que "se ganhará muito dinheiro", sem concretizar como a Administração norte-americana irá atuar no estreito, nem explicar essas ações, sobretudo perante a declaração de Teerão, segundo a qual continuará a "coordenar" o escoamento do petróleo no Golfo.
Após o anúncio do acordo de cessação das hostilidades, Teerão garantiu que, durante as próximas duas semanas, permitirá a "passagem segura" através de Ormuz, "em coordenação com as forças armadas iranianas e tendo em conta as limitações técnicas", segundo o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, na rede social X.
"Um grande dia para a paz mundial", começou por anunciar Trump nesta mensagem, insistindo que podem vir a ser feitos "fornecimentos de todo o tipo" e que os EUA "ficarão por lá" - no Estreito de Ormuz - para garantir que "tudo corre bem", mais uma vez, sem concretizar.
Trump considerou ainda que o Irão já pode iniciar o seu "processo de reconstrução" e que esta nova etapa na região poderá tornar-se na "era dourada do Médio Oriente".
A notícia do acordo temporário e das negociações que terão início a 10 de abril em Islamabade, no Paquistão, provocou subidas acentuadas nas bolsas asiáticas e a queda abrupta do preço do petróleo para menos de 100 dólares por barril.
Abastecimento de "jet fuel" vai demorar meses a ser reposto, diz IATA
O diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês) diz que vão ser precisos meses até o abastecimento de "jet fuel" voltar ao normal, mesmo depois da reabertura do estreito de Ormuz, devido às perturbações causadas nas refinarias no Médio Oriente. "Não vai acontecer rapidamente", disse Willie Walsh, em declarações aos jornalistas em Singapura.
"Vai demorar meses para a oferta voltar ao que deve ser, tendo em conta as perturbações na capacidade de refinação no Médio Oriente. Não acho que vai ser dentro de semanas", disse, citado pela AFP.
Chanceler alemão pede "fim definitivo" da guerra após cessar-fogo temporário
O chanceler alemão, Friedrich Merz, saudou hoje o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, apelando a que se negoceie nos próximos dias "o fim definitivo" da guerra.
O líder do Governo alemão agradeceu ao Paquistão o papel de mediação no acordo e considerou que o objetivo deve ser agora negociar um fim definitivo da guerra nos próximos dias.
Para o chanceler alemão, uma negociação diplomática irá servir a segurança da população civil iraniana e a estabilidade no Médio Oriente, além de contribuir para evitar "uma crise energética mundial".
Ao mesmo tempo, o Executivo alemão, segundo Merz, "apoia os esforços diplomáticos", e irá manter contacto próximo com os Estados Unidos e outros parceiros internacionais, além de continuar disponível para contribuir "de forma adequada" para a livre navegação no Estreito de Ormuz.
O estreito é uma passagem estratégica por onde transita, entre outros recursos, 20% do petróleo mundial. Depois da campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, Teerão restringiu a passagem de navios mercantes pelo estreito.
O Irão e os Estados Unidos acordaram esta quarta-feira (terça-feira, em Washington) um cessar-fogo de duas semanas, e na próxima sexta-feira começarão a negociar em Islamabad um acordo de paz.