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Ao minuto09.04.2026

Israel disponível para recuar no Líbano, diz JD Vance. Teerão afirma que cessar-fogo no país é "condição essencial"

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

08 de Abril de 2026 às 22:23
08.04.2026

EUA avaliam plano para punir países da NATO que não colaboraram na guerra com o Irão

Porta-voz da Casa Branca afirma que Trump discutiu a possibilidade de os EUA abandonarem a NATO
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A Administração Trump estará a avaliar um plano para punir alguns membros da NATO que considera não terem ajudado os EUA e Israel na guerra com o Irão, avançou o Wall Street Jornal, no dia em que o secretário-geral da organização, Mark Rutte, visita a Casa Branca.          

A proposta passa pela saída dos militares norte-americanos dos países da NATO que não colaboraram no esforço de guerra contra o Irão e colocá-los em países que apoiaram a ofensiva no Médio Oriente.      

O plano não inclui a saída da organização, como o Presidente dos EUA, Donald Trump, tem ameaçado, decisão que que não poderia tomar sem autorização do Congresso.

A esse respeito, a porta-voz da Casa Branca disse esta quarta-feira que “é algo que o Presidente tem discutido e penso que é algo que vai discutir dentro de algumas horas com o secretário-geral Rutte”.

08.04.2026

Cessar-fogo no Líbano é "condição essencial" do plano de paz, diz Presidente do Irão

O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou esta quarta-feira  que um cessar-fogo no Líbano é uma das "condições essenciais" estabelecidas pelo Irão no seu plano de dez pontos, base para a trégua com os Estados Unidos.

Numa conversa telefónica com o homólogo francês Emmanuel Macron, Pezeshkian afirmou que "a aceitação do cessar-fogo por parte do Irão é um sinal claro da sua responsabilidade e da sua genuína disponibilidade para resolver conflitos através dos canais diplomáticos", segundo a agência de notícias ISNA.

O Presidente iraniano "enfatizou ainda a necessidade de um cessar-fogo no Líbano e reiterou que esta exigência era uma das condições essenciais do plano de dez pontos do Irão", adiantou a mesma fonte.

Donald Trump, Presidente norte-americano, descreveu este plano como "uma base viável para negociações" de paz com Teerão, durante a trégua de duas semanas acordada na noite de terça-feira.

08.04.2026

Israel disponível para recuar no Líbano para ajudar ao sucesso das negociações, diz JD Vance

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse esta quarta-feira que os israelitas mostraram disponibilidade para se “conterem um pouco” no Líbano de forma a que as negociações com Teerão sejam bem-sucedidas.

O Irão denunciou a violação do acordo de cessar-fogo com os EUA depois de Israel ter lançado novamente ataques contra o Líbano, que terão causado mais de 250 mortos. O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse depois que o país não faz parte do acordo de tréguas.

JD Vance reiterou que o Líbano não faz parte do acordo de tréguas e esclareceu que o recuo de Israel “não acontece porque isso faça parte do cessar-fogo. Penso que os israelitas estão a encaminhar-nos para o sucesso e, claro, veremos como correm as coisas nos próximos dias".

O vice-presidente dos EUA negou que o acordo não tenha sido cumprido pelos EUA e vai liderar a equipa negocial que participará nas primeiras conversações com Teerão em Islamabad, no Paquistão, agendadas para sábado, confirmou a porta-voz da Casa Branca esta quarta-feira.  

Sobre os três pontos que o Irão alega terem sido violados, JD Vance refere que “isso deve significar que há muitos pontos de acordo". O responsável referiu também os processos de cessar-fogo “são sempre confusos” e que há sempre “um pouco de instabilidade”.    

*Com agências

08.04.2026

Cessar-fogo "não marca o fim da campanha" contra Irão, diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelita afirmou esta quarta-feira que está pronto para “retomar o combate a qualquer momento” contra o Irão, defendendo que o cessar-fogo acordado entre Washington e Teerão “não marca o fim da campanha” militar.

“Ainda temos objetivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja retomando os combates”, afirmou Benjamin Netanyahu num discurso transmitido pela televisão.

O cessar-fogo “não é o fim da campanha [mas sim] uma etapa no caminho que nos levará à concretização de todos os nossos objetivos”, acrescentou.

O primeiro-ministro israelita disse ainda que o cessar-fogo foi decidido “em plena coordenação” entre Washington e Telavive, garantindo que não foi apanhado de surpresa pelo aliado norte-americano.

“Não, eles não nos apanharam de surpresa à última hora”, acrescentou no mesmo discurso.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, considerou que “nada está acabado” apesar do cessar-fogo, em declarações a uma televisão israelita, argumentando que as posições entre os beligerantes americanos e iranianos estavam muito distantes.

“Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão”, acrescentou, num momento em que o Estado judaico realizou ataques em larga escala contra o Líbano provocaram pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos.

Os bombardeamentos israelitas no Líbano desencadearam uma série de reações retaliatórias por parte do Irão, que anunciou o fecho do Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária, exército ideológico do Irão, ameaçou ripostar caso Israel não suspenda os ataques contra Beirute.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse entretanto que os Estados Unidos tinham duas opções: "Escolher entre o cessar-fogo ou continuar a guerra através de Israel".

"Não pode ter as duas coisas", afirmou, sublinhando que "os termos do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos são claros".

"O mundo assiste ao massacre no Líbano. A bola está no campo dos Estados Unidos e o mundo está atento para ver se cumprirão os seus compromissos", insistiu. 

O Paquistão, país mediador do conflito, tinha assegurado que o pacto alcançado para uma trégua de duas semanas era um “cessar-fogo imediato em toda a região, incluindo o Líbano e outros locais”.

As agências iranianas difundiram hoje uma notícia do The Wall Street Journal que refere que Teerão informou os mediadores de que a sua participação nas conversações com os Estados Unidos organizadas por Islamabad na sexta-feira depende da inclusão de um cessar-fogo no Líbano.

Islamabad confirmou a presença do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para as conversações que irá acolher na sexta-feira e que deverão contar com o enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e do genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, Jared Kushner.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou hoje que a delegação norte-americana será liderada pelo vice-presidente, JD Vance, apesar de Donald Trump ter colocado em dúvida a presença do seu “número dois” numa entrevista telefónica com o jornal The New York Post.

O líder republicano disse que estavam em causa "questões de segurança" na ida de Vance até Islamabad, numa altura em que o vice-presidente esteve na Hungria para apoiar o primeiro-ministro ultranacionalista e candidato às eleições do próximo domingo, Viktor Orbán.

08.04.2026

Acordo de cessar-fogo com EUA foi violado, diz presidente do Parlamento iraniano

Menos de 24 horas depois de as tréguas terem sido anunciadas, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, disse que o acordo de cessar-fogo com os EUA foi violado em três dos pontos estabelecidos, num comunicado publicado no X.

O responsável refere que “a base de trabalho para as negociações” de que falou o Presidente dos EUA, Donald Trump, na terça-feira foi “aberta e claramente violada mesmo antes de as conversações começarem".

Nesta situação, refere Ghalibaf no comunicado, “um cessar-fogo ou negociações bilaterais não são razoáveis”.

O primeiro incumprimento está relacionado com os ataques de Israel ao Líbano, que Ghalibaf diz serem um incumprimento da proposta de cessar-fogo apresentada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shebahz Sharif.

Apesar de Trump ter dito que o Líbano não estava incluído no acordo, o responsável iraniano diz que a inclusão foi “explicitamente referida” no acordo proposto por Sharif, que previa “um cessar-fogo imediato em todo o lado, incluindo no Líbano e outras regiões, com efeito imediato”.

A segunda cláusula que terá sido incumprida prende-se com a “entrada de um drone no espaço aéreo iraniano, que foi destruído na cidade de Lar na província de Fars”, o que viola a cláusula que proíbe a invasão espaço aéreo iraniano, diz o responsável.

Por último, Ghalibaf alega que também não foi cumprida a cláusula que estipulava o “direito do Irão ao enriquecimento” de urânio, que consta no ponto seis do acordo.

08.04.2026

Sobe para 254 mortos e 1.165 feridos balanço de ataques israelitas ao Líbano

A Defesa Civil libanesa elevou para 254 mortos e 1.165 feridos o balanço de uma vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes esta quarta-feira, em diversas zonas do Líbano, afirmando Israel ter atingido mais de 100 alvos em dez minutos.

O departamento de Media e Relações Públicas da Defesa Civil indicou que compilou o número de vítimas utilizando dados registados nos seus centros espalhados pelo Líbano, onde as suas equipas realizaram operações de resgate, transportaram feridos e resgataram cadáveres de vítimas nas áreas afetadas.

Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.

No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.

08.04.2026

Trump diz que Líbano "não foi incluído" no acordo de cessar-fogo

Após os ataques de Israel ao Líbano, o Presidente dos EUA apontou que o país não foi incluído no cessar-fogo “por causa do Hezbollah”. “Isso também vai ser tratado. Está tudo bem”, disse Donald Trump numa entrevista à PBS News Hour.

Quando questionado sobre a continuação dos ataques israelitas ao Líbano, Trump afirmou que “faz parte do acordo. Todos o sabem. Essa é uma confusão à parte”.      

08.04.2026

Passagem de navios por Ormuz suspensa após ataques de Israel ao Líbano

A passagem de petroleiros pelo estreito de Ormuz terá sido suspensa na sequência dos ataques de Israel ao Líbano já depois de o cessar-fogo de duas semanas ter sido acordado, segundo a agência noticiosa semioficial iraniana Fars. 

O anúncio chega já depois de vários navios terem conseguido atravessar a via marítima nesta quarta-feira. A empresa de monitorização de navios MarineTraffic indicou hoje que foram registados "os primeiros sinais de atividade marítima" no estreito de Ormuz, depois de a passagem ter sido efetivamente bloqueada pelo Irão após a ofensiva militar dos EUA e de Israel no final de fevereiro. 

A organização indicou que dois navios atravessaram o estreito, o que foi confirmado pela Fars, que refere que os dois navios receberam autorização do Irão para o efeito.

08.04.2026

Principal oleoduto da Arábia Saudita atingido por ataque de drones

Um dos principais oleodutos do Médio Oriente, pertencente à Arábia Saudita, foi atingido esta quarta-feira por um ataque de drones. A notícia foi avançada pelo Financial Times e confirmada posteriormente pela Bloomberg, que cita uma fonte anónima familiarizada com o tema. Os danos ainda estão a ser avaliados. 

Em causa está o Oleoduto Leste-Oeste, também conhecido por Petroline, que tem uma extensão de 1.200 quilómetros e que liga o campo petrolífero de Abqaiq, próximo do Golfo Pérsico, ao Mar Vermelho. Por este corredor energético passam cerca de sete milhões de barris por dia e tem sido utilizado pela Arábia Saudita para fugir ao bloqueio do estreito de Ormuz, desde que estalou no conflito no Médio Oriente no último dia de fevereiro. 

Curiosamente, o oleoduto foi criado na década de 1980 durante a guerra que opôs o Irão ao Iraque e que levou a uma interrupção dos fluxos petrolíferos pelo estreito de Ormuz, onde, atualmente, passa cerca de 20% de todo o crude e gás natural consumidos pelo mundo. 

08.04.2026

Primeiros navios já terão atravessado o estreito de Ormuz

Os primeiros dois navios terão conseguido atravessar o estreito de Ormuz depois de alcançado o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão para uma trégua de duas semanas.

A empresa de monitorização de navios MarineTraffic indicou esta quarta-feira que foram registados "os primeiros sinais de atividade marítima" no estreito de Ormuz, depois de a passagem ter sido efetivamente bloqueada pelo Irão após a ofensiva militar dos EUA e de Israel.

A organização sugere que dois navios atravessaram o estreito – um com pavilhão da Grécia e outro registado na Libéria. A informação está a ser avançada pela CNN e BBC que, no entanto, não conseguiram confirmar a veracidade das informações.

A passagem pelo estreito tem sido um ponto de discórdia nas últimas semanas e, embora o plano a longo prazo para a rota permaneça incerto, o cessar-fogo temporário anunciado durante a última madrugada determina que o Irão o reabra.

Ao longo das últimas semanas alguns países tinham chegado a acordos bilaterais com o Irão para que os seus navios continuassem a utilizar aquela rota marítima global, incluindo o Paquistão, a Índia e as Filipinas.

08.04.2026

EUA vai impôr tarifas a países que vendam armas ao Irão

Os países que forneçam armas ao Irão "vão ser imediatamente sujeitos a uma tarifa de 50% em todos os bens vendidos aos Estados Unidos, com efeito imediato", escreveu Donald Trump, na rede social Truth Social, sublinhando que a regra não terá exceções.

08.04.2026

Seguro espera que cessar-fogo "seja caminho para uma paz sólida e duradoura"

O Presidente da República espera que o acordo entre os Estados Unidos e o Irão para um cessar-fogo de duas semanas represente um "caminho para uma paz sólida e duradoura", afirmando que é pela diplomacia que se encontram soluções.

Considerando que ontem foi "uma grande terça-feira", António José Seguro confessou ter ficado "muito satisfeito com o cessar-fogo". E acrescentou um "desejo: que este cessar-fogo seja mais do que isso. Que seja um caminho para uma paz sólida e para uma paz duradoura."

Para o chefe de Estado que continua nesta quarta-feira na presidência aberta pelas zonas afetadas pelas tempestades do início deste ano, o acordo "também demonstra uma coisa muito evidente: é que as guerras não são solução, não resolvem os conflitos, agravam-nos. E é precisamente a diplomacia e o diálogo que encontra soluções para que as pessoas possam viver em paz."

08.04.2026

Vice-presidente norte-americano avisa Teerão para negociar paz de boa-fé

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, qualificou hoje como frágil o cessar-fogo no Irão e aconselhou Teerão a negociar de boa-fé sob pena de descobrir que Donald Trump "não é alguém com quem se brinque".

O Presidente dos Estados Unidos "está impaciente por fazer as coisas avançar", afirmou Vance durante uma conferência em Budapeste, perante cerca de 200 estudantes do Mathias Corvinus Collegium (MCC), uma instituição privada próxima do primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán.

Vance disse que Trump pediu aos negociadores para que lidassem com Teerão de boa-fé quando se reunirem em Islamabad, na sexta-feira, para tentar um acordo de paz.

"Se eles [os iranianos] negociarem de boa-fé, seremos capazes de chegar a um acordo, mas esse é um grande 'se' e, em última análise, depende dos iranianos, da forma como negociarem", declarou.

"Espero que tomem a decisão correta", disse o vice-presidente, que viajou para a Hungria para apoiar a campanha eleitoral de Orbán para as eleições legislativas de domingo, 12 de abril.

A televisão norte-americana CNN noticiou que Vance deverá participe nas conversações com o Irão, juntamente com o enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e o genro do Presidente, Jared Kushner.

Vance avisou que se os iranianos mentiram e "tentarem impedir que mesmo a frágil trégua" aconteça, os Estados Unidos dispõem "ainda de um poderio militar e diplomático evidente".

"E, talvez mais importante, de uma alavanca económica extraordinária", ferramentas que Trump decidiu ainda não utilizar, acrescentou.

Trump anunciou na terça-feira à noite o acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irão pouco antes de expirar o prazo que tinha dado a Teerão para não destruir a civilização persa, como ameaçou fazer.

O acordo, confirmado por Teerão, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para fazer chegar os produtos energéticos da região aos mercados internacionais.

O estreito estava praticamente bloqueado pelo Irão desde que foi atacado pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar do acordo de cessar-fogo, que entrou de imediato em vigor, segundo as partes, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos denunciaram hoje ter sofrido ataques aéreos iranianos.

08.04.2026

Cessar-fogo atenua preocupações, mas analistas alertam contra otimismo excessivo

O cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irão deverá reabrir o estreito de Ormuz, atenuando as preocupações com o abastecimento e reduzindo o preço do petróleo, mas os analistas são unânimes em alertar contra um otimismo excessivo.

"A forma como o ponto central de discórdia -- o programa nuclear iraniano 'versus' as garantias de segurança dos EUA -- será resolvido permanece incerta. O mesmo se aplica à dinâmica regional mais ampla e às consequências políticas nos EUA, onde a ratificação de qualquer acordo pode enfrentar oposição interna", afirma o economista-chefe da Allianz Global Investors (Allianz GI), num comentário divulgado hoje.

Para Christian Schulz, este cenário "aumenta o risco de novas iniciativas potencialmente disruptivas como manobra política", pelo que "parece justificar-se um prémio de risco geopolítico contínuo -- e possivelmente elevado -- nos preços da energia".

Já Paul Donovan, economista-chefe da UBS Global Wealth Management, nota que, "ao longo da guerra, os mercados têm tido tendência para ver o barril de petróleo como meio cheio e não meio vazio", estando por isso "inclinados a interpretar o cessar-fogo como um fim definitivo do conflito".

"No entanto, o baixo nível de confiança do Irão no compromisso da administração dos EUA com os acordos significa que é importante analisar os motivos desta mudança", alerta.

Conforme explica Donovan, "se a alteração de posição dos EUA tiver sido motivada pela política interna, isso poderá indicar um acordo mais duradouro", já que "o apoio interno à guerra era baixo".

"O clima que se mantém é de otimismo cauteloso, em vez de celebração total. O cessar-fogo tem apenas duas semanas de duração, e os mercados estarão atentos para ver se o tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz se normaliza conforme prometido e se a frágil trégua pode abrir caminho para um acordo de paz mais duradouro", refere, por sua vez, o analista de mercado chefe da KCM Trade, Tim Waterer.

Na mesma linha, o estratega-chefe da Monex, Takashi Hiroki, considera que "há motivos para estar otimista", mas adverte que "ainda é demasiado cedo para ter a certeza, porque, afinal de contas, trata-se de Trump".

"Após um período de forte tensão nos mercados (...) a reação imediata [o preço do petróleo já caiu cerca de 15% para 95 dólares por barril], é compreensível: o cessar-fogo e, sobretudo, a reabertura parcial do estreito de Ormuz afastam o principal risco petrolífero a curto prazo e provocam um claro alívio nos ativos de risco", observa Charu Chanana, da Saxo Markets.

Já Stephen Innes, da SPI Asset Management, nota que, "assim que a Casa Branca recuou e substituiu a escalada iminente por um cessar-fogo condicional de duas semanas, o mercado do petróleo começou a recuperar um funcionamento mais fluido e equilibrado", com o desaparecimento do "prémio de risco" dos últimos dias.

"[Os investidores] esperavam desesperadamente notícias encorajadoras há várias semanas, e ainda mais desesperadamente ver medidas concretas tomadas com vista a uma desescalada e (...) agora estão, sem surpresa, dispostos a retomar níveis de risco significativos", acrescenta Michael Brown, da corretora Pepperstone.

Ainda assim, Stephen Innes adverte que, "para que esta evolução se confirme, os operadores precisarão de mais do que simples declarações diplomáticas": "Terão de constatar uma retoma efetiva do tráfego no estreito de Ormuz. Enquanto não estiver visivelmente reaberto, tratar-se-á de simples liquidações de posições, em vez de uma reavaliação sustentável dos preços", sustenta.

Na mesma linha, Charu Chanana avisa que "o cessar-fogo não resolve todos os riscos subjacentes" e "os investidores precisam sempre de saber se as hostilidades cessaram realmente, se o estreito permanecerá aberto de forma fiável e a que ritmo o abastecimento energético perturbado poderá ser restabelecido".

08.04.2026

Kuwait alvo de "intensos" ataques do Irão

Apesar do cessar-fogo, o Kuwait diz estar a ser alvo de ataques "intensos" do Irão desde as 8h desta quarta-feira, ataques esses que persistem. É pleo menos o que indica o exército do país, numa publicação na rede social X.

De acordo com as forças armadas, foram intercetados 28 drones desde o início da manhã, com os ataques a terem como alvo instalações energéticas no sul do país.

Também a agência iraniana Mehr dá conta de explosões no Irão esta manhã, mas sem especificar a sua origem ou local.


08.04.2026

Sánchez satisfeito com cessar-fogo, mas pede que não esqueçamos a "destruição e vidas perdidas"

Pedro Sánchez juntou-se ao coro de aplausos ao cessar-fogo entre o Irão e os EUA, mas alertou que, apesar do alívio momentâneo, não nos podemos esquecer "do caos, da destruição e das vidas perdidas".

"O Governo de Espanha não vai aplaudir quem incendeia o mundo só porque aparece com um balde", escreveu o líder do Governo espanhol na rede social X.

08.04.2026

UE saúda cessar-fogo e apela a solução duradoura

A presidente da Comissão Europeia saudou esta manhã o acordo de cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, dizendo que trouxe "o muito necessário desagravamento" das tensões.

"Agora é crucial que as negociações para uma solução duradoura para este conflito continuem", escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.

08.04.2026

Portugal saúda acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão

O Governo português saudou hoje o acordo de cessar-fogo e de abertura do estreito de Ormuz alcançado na terça-feira pelos Estados Unidos e Irão.

Numa mensagem publicada na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português agradece a mediação do Paquistão, assim como "os esforços de todos os seus parceiros nas negociações".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num "cessar-fogo bilateral", e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz "viável".

Depois, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão confirmou o cessar-fogo bilateral de duas semanas com os Estados Unidos e informou que as negociações para um acordo de paz terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.

08.04.2026

Trump diz que EUA vão ajudar a gerir "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que os Estados Unidos ajudarão a gerir o "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz, após ter anunciado um cessar-fogo de duas semanas com o Irão.

Numa mensagem publicada na Truth Social, a rede social que lhe pertence, o inquilino da Casa Branca reafirmou que haverá "muitas ações positivas" e que "se ganhará muito dinheiro", sem concretizar como a Administração norte-americana irá atuar no estreito, nem explicar essas ações, sobretudo perante a declaração de Teerão, segundo a qual continuará a "coordenar" o escoamento do petróleo no Golfo.

Após o anúncio do acordo de cessação das hostilidades, Teerão garantiu que, durante as próximas duas semanas, permitirá a "passagem segura" através de Ormuz, "em coordenação com as forças armadas iranianas e tendo em conta as limitações técnicas", segundo o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, na rede social X.

"Um grande dia para a paz mundial", começou por anunciar Trump nesta mensagem, insistindo que podem vir a ser feitos "fornecimentos de todo o tipo" e que os EUA "ficarão por lá" - no Estreito de Ormuz - para garantir que "tudo corre bem", mais uma vez, sem concretizar.

Trump considerou ainda que o Irão já pode iniciar o seu "processo de reconstrução" e que esta nova etapa na região poderá tornar-se na "era dourada do Médio Oriente".

A notícia do acordo temporário e das negociações que terão início a 10 de abril em Islamabade, no Paquistão, provocou subidas acentuadas nas bolsas asiáticas e a queda abrupta do preço do petróleo para menos de 100 dólares por barril.

08.04.2026

Abastecimento de "jet fuel" vai demorar meses a ser reposto, diz IATA

O diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês) diz que vão ser precisos meses até o abastecimento de "jet fuel" voltar ao normal, mesmo depois da reabertura do estreito de Ormuz, devido às perturbações causadas nas refinarias no Médio Oriente. "Não vai acontecer rapidamente", disse Willie Walsh, em declarações aos jornalistas em Singapura.

"Vai demorar meses para a oferta voltar ao que deve ser, tendo em conta as perturbações na capacidade de refinação no Médio Oriente. Não acho que vai ser dentro de semanas", disse, citado pela AFP.

08.04.2026

Chanceler alemão pede "fim definitivo" da guerra após cessar-fogo temporário

O chanceler alemão, Friedrich Merz, saudou hoje o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, apelando a que se negoceie nos próximos dias "o fim definitivo" da guerra.

O líder do Governo alemão agradeceu ao Paquistão o papel de mediação no acordo e considerou que o objetivo deve ser agora negociar um fim definitivo da guerra nos próximos dias.

Para o chanceler alemão, uma negociação diplomática irá servir a segurança da população civil iraniana e a estabilidade no Médio Oriente, além de contribuir para evitar "uma crise energética mundial".

Ao mesmo tempo, o Executivo alemão, segundo Merz, "apoia os esforços diplomáticos", e irá manter contacto próximo com os Estados Unidos e outros parceiros internacionais, além de continuar disponível para contribuir "de forma adequada" para a livre navegação no Estreito de Ormuz.

O estreito é uma passagem estratégica por onde transita, entre outros recursos, 20% do petróleo mundial. Depois da campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, Teerão restringiu a passagem de navios mercantes pelo estreito.

O Irão e os Estados Unidos acordaram esta quarta-feira (terça-feira, em Washington) um cessar-fogo de duas semanas, e na próxima sexta-feira começarão a negociar em Islamabad um acordo de paz.

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