Concertos de Kanye West e Travis Scott cancelados em Itália por motivos de segurança
Os concertos dos 'rappers' norte-americanos Kanye West e Travis Scott, previstos para julho num festival de música em Reggio Emilia, em Itália, foram cancelados por motivos de segurança e ordem pública.
A autarquia anunciou na sexta-feira à noite o cancelamento dos dois concertos -- o de Travis Scott em 17 de julho e o de Kanye West em 18 de julho -- depois de a província e o município de Reggio Emilia terem solicitado esclarecimentos à organização sobre o plano de segurança e outras informações sobre a logística do festival.
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Uma das razões invocadas pela autarquia de Reggio Emilia para o cancelamento foi a possibilidade de o concerto Kanye West motivar manifestações contra a presença do 'rapper' agora conhecido como Ye, que proferiu declarações antissemitas e vendeu 'merchandising' com símbolos nazis.
A associação de consumidores Codacons e as comunidades judaicas de Reggio Emilia e Modena tinham pedido a intervenção da autarquia, em particular em relação à presença de Kanye West, que foi proibido de entrar no Reino Unido pelo Governo britânico, em abril, devido a declarações antissemitas.
Nos últimos anos, os espetáculos de Travis Scott têm atraído multidões de jovens, pelo que se temia um problema de superlotação.
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O festival em Reggio Emilia ia realizar-se num recinto perto do aeroporto, chamado RCF Arena.
Kanye West está a realizar uma digressão mundial que inclui várias datas na Europa, na sequência da edição do novo álbum, "Bully".
O cantor já viu cancelados ou adiados concertos na Polónia, França, Reino Unido e Suíça.
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O 'rapper' tem um concerto marcado em Portugal, para o Estádio do Algarve, em 07 de agosto.
Esta semana, as autoridades locais de Arnhem, nos Países Baixos, autorizaram um concerto para 06 e 08 de junho, separando a decisão de dar 'luz verde' do entendimento pessoal do autarca local em relação às declarações do cantor.
O presidente da câmara de Arnhem, Ahmed Marcouch, admitiu que a decisão poderá ser difícil de aceitar, mas explicou que a legislação neerlandesa limita a margem de manobra das autoridades municipais e que os presidentes de câmara não podem tomar decisões "baseando-se apenas na desaprovação pessoal ou social" das posições do 'rapper'.
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"Embora as declarações anteriores do artista sejam moralmente e, possivelmente, juridicamente repreensíveis, essas expressões, por si só, não constituem um motivo jurídico independente para recusar a autorização", justificou Marcouch na sexta-feira.
O 'rapper' causou indignação depois de publicar imagens de suásticas nas redes sociais, declarar a sua admiração pelo nazismo, gravar a música "Heil Hitler" e ter vendido 't-shirts' com símbolos nazis. Em 2022, foi suspenso da série "X-Men" por comentários ofensivos.
Em janeiro de 2026, o 'rapper' pediu desculpa num anúncio no Wall Street Journal, afirmando que "não era nazi nem antissemita" e que o seu comportamento se devia a um episódio bipolar.
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O artista alegou posteriormente que as suas ações resultaram de uma crise de saúde mental e de episódios bipolares, pelos quais pediu desculpas públicas.
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