Gastos com defesa são um "íman" para criminosos, alerta líder da UE no combate à fraude
O novo diretor do organismo europeu de luta antifraude (OLAF), Petr Klement, considera que o aumento dos gastos europeus com Defesa é um "íman" para criminosos, refere numa entrevista ao Financial Times publicada nesta segunda-feira. "Se investirmos mais na defesa, veremos mais fraudes ou mais casos nessa área", argumenta.
O checo Petr Klement, que tomou posse como diretor do OLAF em fevereiro, dá conta de que, no último ano, a instituição europeia de combate à fraude recebeu um número crescente de denúncias sobre "irregularidades na área da Defesa, especialmente em projetos de investigação ou aquisições". "O que atrai os criminosos é o próprio dinheiro", defende, reconhecendo que houve um crescimento muito significativo nos gastos dos 27 Estados-membros com Defesa em resposta à guerra na Ucrânia e ao crescimento das tensões geopolíticas.
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Recorde-se que o OLAF investiga fraudes e irregularidades relacionadas ao orçamento europeu, que os Estados-membros têm utilizado para financiar um número crescente de projetos de Defesa. Entre esses projetos destacam-se o programa de 500 milhões de euros para financiar munições, 150 mil milhões em empréstimos para Defesa com garantia da UE e um programa de 1,5 mil milhões no âmbito do Programa da Indústria de Defesa Europeia. "Como se trata do dinheiro dos cidadãos europeus e como OLAF tem a missão de proteger os interesses financeiros, estamos firmemente empenhados e vigilantes", assegura.
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