Economia de Espanha cresceu 2,8% em 2025
A procura interna (consumo e investimento) continuou a ser o motor do crescimento da economia de Espanha.
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A economia de Espanha cresceu 2,8% em 2025, revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística espanhol (INE).
"O crescimento em volume do PIB [Produto Interno Bruto] no conjunto do ano 2025 foi 2,8", depois de no último trimestre (outubro a dezembro) ter aumentado 2,7% comparando com o mesmo período de 2024, disse o INE, num comunicado.
Comparando com os três meses anteriores (julho a setembro de 2025), o PIB espanhol cresceu 0,8% no quatro trimestre do ano passado.
A procura interna (consumo e investimento) continuou a ser o motor do crescimento da economia de Espanha e contribuiu com 3,5 pontos para o PIB do quarto trimestre de 2025, enquanto a procura externa (importações e exportações) teve um contributo negativo de -0,8 pontos, segundo os dados do INE.
O valor do PIB de Espanha a preços correntes no conjunto do ano passado alcançou 1.687.152 milhões de euros, mais 5,8% do que em 2024.
Em 2024, o PIB de Espanha cresceu 3,5%, segundo a estimativa mais atualizada do INE espanhol.
A economia de Espanha voltou assim a crescer acima da média da zona euro e da União Europeia (UE) no ano passado.
A economia da zona euro cresceu 1,5% na zona euro e 1,6% na União Europeia (UE) em 2025, uma aceleração face aos 0,9% e 1,0% de 2024, respetivamente, segundo uma estimativa divulgada em 30 de janeiro pelo Eurostat.
No quarto trimestre de 2025, o PIB da área do euro, corrigido das variações sazonais, cresceu 1,3% e o da UE 1,4%.
De acordo com o serviço estatístico europeu, na variação trimestral, o PIB da zona euro aumentou 0,3% em ambas as zonas.
No final da semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento para Espanha em duas décimas de ponto percentual, para 2,1% no final de 2026, devido ao impacto negativo da guerra no Médio Oriente.
A inflação em Espanha deverá subir para cerca de 3% até ao final de 2026 e descer para 2,2% até ao final de 2027, segundo o relatório anual do FMI sobre a economia espanhola.
Segundo o FMI, a economia espanhola continuará a ser suportada pelo consumo e pelo investimento, bem como por uma descida da taxa de poupança para permitir às famílias mitigar o impacto do choque energético.
A instituição recomendou que as medidas fiscais para mitigar o impacto da guerra sejam bem direcionadas, temporárias e sem "distorcer os preços da energia".
O FMI insistiu em que os apoios públicos só devem ser considerados se os custos de financiamento da dívida se mantiverem baixos e se os aumentos de preços afetarem tanto a procura interna como externa.
O Governo de Espanha, liderado por Pedro Sánchez, anunciou na semana passada a descida de 21% para 10% da taxa de IVA nos combustíveis, eletricidade e gás natural, no âmbito de um plano com 80 medidas para minimizar o impacto da guerra no Médio Oriente.
O pacote de medidas, com um custo estimado de cinco mil milhões de euros, inclui também descontos e ajudas no gasóleo para transportadores e para o setor da agropecuária e da pesca, assim como apoios para a compra de fertilizantes para a agricultura.