Alemanha rejeita utilização do FEEF para recapitalizar bancos (act.)
A possibilidade de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Europeia para recapitalizar os bancos – sugerida este fim-de-semana por Christine Lagarde – é totalmente rejeitada pelo governo alemão.
As declarações surgem após a proposta feita pela directora-geral do Fundo Monetário Internacional e que provocou alguma perplexidade na Europa.
Para Christine Lagarde, os bancos europeus necessitam de uma recapitalização "urgente" e esta poderia ser feita através do FEEF, que procederia a injecções directas no capital dos bancos mais frágeis.
De acordo com a edição de ontem o "Financial Times", houve quem classificasse os comentários como um "equívoco" ou como declarações "confusas", segundo o jornal de informação económica.
"Os bancos em alguns países têm enfrentado problemas de garantia de liquidez nas últimas semanas e essa pressão vai continuar a acumular-se. Falar de capital é uma mensagem confusa. Toda a gente – políticos, reguladores, outras autoridades – está bastante preocupada", declarou um banqueiro central ao "Financial Times", assinalando que o problema pelo qual passa o sector financeiro tem que ver com a liquidez e não com capital.
A "confusão" poderá resultar mais da forma do que do contéudo das declarações, já que as conclusões da cimeira de 21 de Julho referem explicitamente que o FEEF poderá passar a "financiar a recapitalização das instituições financeiras através de empréstimos aos governos, incluindo em países não sujeitos a programas" de ajustamento acordados com a UE e o FMI.