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Apoiantes de Jardim: Concentração de poderes e falta de seriedade levarão AG a chumbar mudanças

Accionistas e gestores do BCP que estão do lado do fundador do banco apontam concentração de poderes, ilegalidades e falta de seriedade às propostas do grupo que apoia Paulo Teixeira Pinto, acreditando que a assembleia geral vai chumbá-las.

29 de Julho de 2007 às 15:58

Em declarações à agência Lusa, um dos elementos que integra esse núcleo de accionistas e gestores defendeu que a mudança na estrutura de administração proposta "significaria uma concentração absoluta de poderes", além de criar um órgão de administração "ingerível".

Essa é a primeira razão pela qual estão contra e consideram que a proposta de mudança de estatutos, e consequente alteração nos órgãos sociais, não vai ser aprovada pela assembleia geral (AG).

"Seria voltar à idade da pedra (...), faz convergir na mesma pessoa, que seria presidente do conselho de administração e presidente executivo, se houvesse, todo o poder de administração do banco", afirmou.

Além disso, "o banco pode perfeitamente funcionar com um conselho de administração de cinco pessoas (...), mas um órgão de administração com 20 pessoas é impossível de gerir", advogou a mesma fonte.

Recorde-se que, segundo noticiou sábado o Expresso, os cinco administradores do lado de Jardim Gonçalves - Filipe Pinhal, Alípio Dias, Christopher de Beck, António Rodrigues e Alexandre Bastos Gomes - terão considerado que têm condições para concluir o mandato, nas condições actuais até Março de 2008, enquanto no caso de Paulo Teixeira Pinto e dos dois que o apoiam as posições assumidas [integram as listas da proposta de mudança] evidenciam posição contrária.

Entendem também os opositores das propostas introduzidas pelos apoiantes do actual presidente executivo, Paulo Teixeira Pinto, que há "ilegalidades, além de falta de seriedade e de rigor" na introdução de propostas à AG.

"Uma ilegalidade" é a introdução de pontos como o que ressalva, caso não seja aprovada na alteração de estatutos o alargamento do número de administradores, que em vez do 20 propostos sejam eleitos apenas os 15 primeiros.

"Seria uma alteração de estatutos diferente da que é proposta (...) e quanto a prazos para introdução de propostas a lei é imperativa", sublinhou a mesma fonte do banco, embora insistindo que não acredita que se chegue sequer a votar este pontos.

A mesma fonte fez também uma observação sobre "algumas das pessoas que são propostas para os lugares", lembrando que antes de assumirem a gestão de uma instituição financeira o Banco de Portugal tem 30 dias para avaliar os seus "curricula".

Outra proposta que estes accionistas e gestores contestam é a nova constituição do Conselho de Accionistas (Conselho Superior na versão actual), onde passariam a ter lugar accionistas com 2,0 por cento ou mais de capital ou de 0,5 por cento pelo menos há um ano seguido.

"É criar uma manta de retalhos (...) e tem de haver pessoas no conselho de accionistas, eleitas pela assembleia geral, por mérito, pelo contributo que possam dar a este órgão e não por terem 0,5 por cento do capital", entendem os opositores das propostas de mudanças, segundo as declarações à Lusa de um dos integrantes do grupo.

Recorde-se que na assembleia geral de 06 de Agosto estão em confronto propostas de apoiantes de Paulo Teixeira Pinto, que defendem mudanças na estrutura de governação, além de uma destituição dos cinco administradores referidos - Filipe Pinhal, Alípio Dias, Christopher de Beck, António Rodrigues e Alexandre Bastos Gomes - e dois pontos propostos por accionistas que estão do lado destes e do fundador do banco, Jardim Gonçalves.

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