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Ao minutoAtualizado há 17 min08h36

Ásia encerra dividida com apetite pela IA intacto. Petróleo regista ligeira descida

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.

Bolsas asiáticas.
Bolsas asiáticas. AP/Lee Jin-man
Negócios 08:10
há 43 min.08h10

Petróleo regista ligeira descida após maior subida em um mês devido a impasse entre os EUA e Irão

Os preços do petróleo estão a negociar nesta terça-feira com desvalorizações pouco expressivas, depois de terem registado na sessão de ontem a maior subida em cerca de um mês.

O Brent – de referência para a Europa –, recua 0,64%, para os 94,37 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cede 0,71%, para os 91,48 dólares por barril.

A incerteza em relação às negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão aumentou o risco de que o fluxo de energia proveniente do golfo Pérsico pudesse ser restringido por mais tempo, após novos ataques de Israel no Líbano.

Ainda assim, o petróleo acabu por reverter parte dos ganhos depois de o Presidente Donald Trump ter afirmado que as negociações continuavam de pé. O líder norte-americano disse que um memorando de entendimento com o Irão para reabrir o estreito de Ormuz , de acordo com uma conversa telefónica que teve com a ABC News. Washington ainda tinha “de resolver mais alguns pontos” antes de assinar um acordo, afirmou o republicano, citado pela Bloomberg.

A falta de clareza sobre o potencial prolongar do atual cessar-fogo entre Teerão e Washington tem abalado os preços do petróleo, que caíram no mês passado devido ao otimismo de que um acordo poderia ser alcançado. A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim referiu também que Teerão e aliados regionais do regime - como os grupos armados Hezbollah e Hamas - colocaram na agenda o encerramento total de Ormuz, bem como do estreito de Bab al-Mandab, na extremidade sul do Mar Vermelho — uma alternativa crítica para as exportações de petróleo de alguns países da região, como a Arábia Saudita.

“Enquanto o tráfego pelo estreito de Ormuz não se normalizar totalmente e o processo de negociação entre os EUA e o Irão continuar incerto, é provável que os preços do petróleo se mantenham elevados e voláteis”, disse à Bloomberg Linh Tran, da XS.com em Ho Chi Minh, no Vietname.

Para aumentar a confusão sentida pelos “traders”, Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apresentaram versões divergentes sobre uma conversa telefónica relativa aos combates no Líbano. , apoiado pelo Irão, deverá ser alargado para incluir a totalidade do território libanês - e não só Beirute -, com mais negociações a decorrerem na terça e na quarta-feira, afirmou a presidência libanesa numa publicação.

há 44 min.08h09

Ásia encerra dividida com apetite pela IA intacto. Tencent dispara quase 10%

Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta terça-feira divididos entre ganhos e perdas, numa sessão em que as valorizações voltaram a ser impulsionadas por cotadas ligadas à área da inteligência artificial (IA), que beneficiaram do anúncio de que a , à medida que os investidores continuam a seguir de perto os novos desenvolvimentos em torno da guerra no Médio Oriente.

Por Taiwan, o TWSE ganhou 0,48%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong somou 2,04%, enquanto o Shanghai Composite subiu 0,48%. Na Coreia do Sul, o Kospi cedeu 0,19%. Já quanto ao Japão, o Nikkei recuou 0,43% e o Topix perdeu de 0,54%.

A apoiar o sentimento dos investidores esteve, também, uma queda dos preços do petróleo, com o Brent a registar agora perdas de cerca de 1%, para perto de 94 dólares por barril.

Isto após os preços do crude terem registado ganhos na sessão de segunda-feira, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, terem apresentado versões divergentes sobre uma chamada telefónica entre os dois líderes relativa aos . As versões contraditórias acrescentaram uma nova camada de incerteza nos mercados, ainda que , dando algum alívio aos investidores.

O comércio de IA não está quebrado, mas após uma recuperação tão prolongada, tornou-se extremamente sensível a qualquer notícia que possa reacender a reação em cadeia petróleo-inflação-rendimentos da qual o mercado passou três meses a tentar escapar”, disse à Bloomberg Hebe Chen, da Vantage Global Prime. O entusiasmo sem paralelo pelo comércio de IA tem vindo a impulsionar as ações globais para máximos históricos, compensando a volatilidade do mercado causada pelas tensões no Médio Oriente.

E embora os investidores ainda antecipem que um acordo entre os EUA e o Irão poderá vir a ser alcançado, as condições frágeis no estreito de Ormuz mantêm os preços da energia no centro das atenções como um fator-chave para as perspetivas de curto prazo em relação à inflação e às taxas de juro no arranque de um mês que contará com novas decisões de vários bancos centrais.

Entre os movimentos do mercado, a tecnológica chinesa Tencent Holdings disparou quase 10%. Já a tecnológica taiwanesa Foxconn ganhou mais de 2%, num dia em que anunciou uma parceria estratégica com a empresa francesa Bull para desenvolver infraestruturas de IA e computação na nuvem destinadas ao mercado global a partir da Europa.

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