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Beirute: Comissão Europeia vai enviar mais 30 milhões de euros

A Comissão Europeia anunciou hoje que vai enviar mais 30 milhões de euros para o Líbano, que se juntam aos 33 milhões de euros já alocados para cobrir as necessidades mais urgentes, após a explosão no porto de Beirute.

EPA
Lusa 09 de Agosto de 2020 às 17:17
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Citado em comunicado, o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, afirmou que a União Europeia (UE) está mobilizada, desde o primeiro dia, para apoiar o Líbano, enviando para Beirute especialistas e ajuda médicas, a que se juntam os esforços individuais de alguns Estados-membros.

"À medida que as necessidades aumentam, estamos a fornecer ajuda humanitária a centenas de milhares de pessoas vulneráveis [...]. A UE está a fornecer abrigo, cuidados médicos de emergência, água, saneamento básico, bem como ajuda alimentar", sublinhou.

De acordo com o executivo comunitário, o novo financiamento será canalizado através das agências das Nações Unidas, organizações não-governamentais (ONG) e organizações internacionais, estando sujeito a um rigoroso controlo.

Na quinta-feira, Bruxelas já tinha anunciado o envio de 33 milhões de euros de ajuda de emergência para o Líbano, para além de equipas e meios técnicos.

Para além da verba, prometida pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa conversa telefónica com o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, a UE colocou à disposição de Beirute equipas especializadas na deteção química, biológica, radiológica e nuclear e um navio militar com capacidade de helicóptero para evacuação médica, e equipamento médico e de proteção.

A UE destacou já mais de 100 bombeiros altamente treinados de busca e salvamento, com veículos, cães e equipamento médico de emergência.

As Nações Unidas e a França organizaram hoje uma videoconferência de doadores para o Líbano.

A ministra da Informação libanesa, Manal Abdel Samad, anunciou hoje a demissão do cargo, num breve discurso transmitido pela televisão local, e pediu desculpas aos libaneses pelo "enorme desastre" em Beirute.

Esta é a primeira baixa no Governo libanês após a explosão que provocou pelo menos 158 mortos, 6.000 feridos e dezenas de desaparecidos, e que aconteceu num armazém onde, segundo o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, estavam 2.750 toneladas de nitrato de amónio armazenadas, durante seis anos, "sem medidas cautelares".

A explosão criou uma cratera com 43 metros de profundidade, segundo avaliações feitas por especialistas franceses em pirotecnia enviados para o local, e reveladas hoje por fonte da segurança libanesa

França ofereceu apoio logístico ao Líbano, incluindo para a investigação à explosão, e enviou forças de segurança, equipas de busca e ajuda médica.

O American Institute of Geophysics (USGS), com sede na Virgínia, revelou ter registado a explosão como um terramoto 3,3 na escala Richter.

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