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Brexit, Rússia e México no menú de perguntas a Trump e May

Após Trump e May falarem, na conferência conjunta, aceitaram responder a algumas perguntas dos jornalistas presentes. E a primeira delas foi sobre a Rússia, uma vez que o presidente norte-americano irá falar amanhã, ao telefone, como seu homólogo Vladimir Putin.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 27 de Janeiro de 2017 às 20:00
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Sobre a questão da Rússia, Trump disse aos jornalistas que quer que os EUA tenham uma excelente relação com todos os países, mas ressalvou que nem sempre isso acontecerá. Afirmou esperar uma boa relação com a Rússia e com a China e disse também esperar que amanhã, na conversa telefónica que vai ter com Vladimir Putin, esta "seja positiva".

 

Já May, quando questionada sobre a posição do Reino Unido relativamente às sanções impostas à Rússia, disse considerar que "as sanções têm de continuar até que os acordos que existem a nivel internacionais sejam respeitados".

 

Quanto a esse assunto, Trump foi no mesmo sentido, tendo salientado que "é demasiado cedo" para falar em aliviar as sanções a Moscovo.

 

E depois veio a questão EUA-México que tanto tem inflamado a opinião pública, num contexto de renovada tensão entre ambos os países, ameaçando assim uma das maiores relações comerciais bilaterais do mundo.

 

Recorde-se que Trump assinou na quarta-feira a ordem executiva para se começar a construir o muro entre os EUA e o México, uma das suas "promessas" eleitorais. Entretanto, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, manifestou ontem a sua recusa em ajudar a pagar este muro.

 

Trump reagiu, dizendo que, se Nieto não queria pagar o muro, também escusava de ir à reunião que tinha agendada com o novo presidente norte-americano. E a resposta do lado mexicano não se fez esperar, com Nieto a cancelar a sua visita aos Estados Unidos.

 

Ao final do dia, foi entretanto avançado pelo secretário da Casa Branca para a imprensa, Sean Spicer, que Trump já idealizou uma forma de o México pagar e que passa por os EUA cobrarem um imposto de 20% sobre as importações mexicanas. No entanto, esses moldes já foram hoje deixados mais em aberto.

 

E sobre a questão com o país vizinho, Trump frisou que mantém uma boa relação com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, mas adiantou que quer rever os acordos comerciais entre ambos os lados.

 

Referindo-se à conversa telefónica que manteve esta sexta-feira com Peña Nieto, e que durou uma hora, o presidente republicano afirmou que "foi uma boa conversa". No entanto, considera que os mexicanos têm feito os EUA parecerem uns patetas.

 

"Tenho um grande respeito pelo México. Amo os mexicanos, trabalho com mexicanos a toda a hora. Mas eles têm-nos feito parecer uns parvos com o Tratado de Comércio Livre [NAFTA], que nos deixou um défice de 60.000 milhões de dólares. A isso junta-se uma 'fronteira branda e débil'", declarou Donald Trump, dizendo que não vai permitir que isso continue a acontecer e que irá, portanto, renegociar com o México tanto o tratado comercial como "outros aspectos da nossa relação".

 

Por último, questionado sobre a decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia, o novo residente da Casa Branca referiu que o Brexit foi uma coisa maravilhosa para aquele país. "Poderão escolher quem vive no vosso país, poderão ter a vossa própria identidade", afirmou.

 

"Acho que vamos dar-nos muito bem. Sou uma pessoa do povo e acho que Theresa May também é", acrescentou Trump. Ao que May respondeu: "Já começámos uma excelente relação. Pomos os interesses do povo trabalhador à frente de tudo. Interesse em garantir que os nossos governos e economias funcionam para os trabalhadores comuns, acho que é isso que temos em comum".

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