Economia Carlos Costa: "Próxima expansão vai ser em cima de dívida"

Carlos Costa: "Próxima expansão vai ser em cima de dívida"

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, defende que é fundamental reduzir o nível de endividamento das empresas nacionais, caso contrário o próximo ciclo de crescimento será suportado em mais dívida. Para o responsável, o mercado de capitais tem um papel nesta desalavancagem, através da conversão de dívida em capital.
Carlos Costa: "Próxima expansão vai ser em cima de dívida"
Miguel Baltazar/Negócios
Patrícia Abreu 20 de fevereiro de 2018 às 16:17

A economia portuguesa vive um período de crescimento e os bancos estão a abrir a torneira do crédito, mas Carlos Costa está preocupado com o nível de endividamento ainda muito elevado da economia. "A primeira prioridade é reduzir o endividamento das empresas e ao mesmo tempo investir", argumenta o governador do Banco de Portugal, na conferência Via Bolsa, a decorrer no Museu do Dinheiro, em Lisboa.

 

"Se não corrigirmos [os elevados níveis de dívida], significa que o próximo ciclo de crescimento se v vai dar acrescentando dívida a dívida", alerta o mesmo responsável, adiantado que isto aumenta a fragilidade da economia.

 

E é aqui que entra o mercado de capitais. Carlos Costa alerta que é preciso dinamizar o mercado de capitais, invertendo um ciclo, que privilegia o endividamento bancário em detrimento do capital. "Há preferências de detentores do mercado de financiamento que não se inverte da noite para o dia", aponta.

 

Mas, para dinamizar o mercado é preciso inspirar confiança em quem investe. "Temos de ter um mercado de capitais forte em complemento com sistema bancário forte", adianta.

 

"Portugal não se pode dar ao luxo nem de desperdiçar poupança nem destruir capital", conclui Carlos Costa.




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comentários mais recentes
surpreso1 20.02.2018

Dívida?Que interessa ,temos lá tótó do Eurogrupo a mandar dinheiro,atá ao próximo desastre

Anónimo 20.02.2018

oH ...

pertinaz 20.02.2018

É O CICLO DA VIDA...

Anónimo 20.02.2018

Traduzindo por miúdos:
Já enganámos os depositantes, agora é preciso enganar os investidores.

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