Cem personalidades do PSD e CDS lançam manifesto de apoio a Gouveia e Melo
Manifesto conta com nomes como Miguel Cadilhe, Alberto João Jardim, Ângelo Correia ou Francisco Rodrigues dos Santos.
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Cem personalidades dá área do centro-direita, na sua maioria do PSD, divulgaram este domingo um manifesto de apoio à candidatura presidencial de Gouveia e Melo, documento que cita Sá Carneiro e alerta para a crise da democracia.
"Ao longo dos tempos, e em muitas circunstâncias da sua vida, os abaixo-assinados serviram ou ainda servem o país através dos partidos integrantes da AD (Aliança Democrática), exercendo as mais diversas funções como titulares dos órgãos internos do PSD ou do CDS, ou em cargos públicos por indicação desses partidos, ou, ainda, em governos por eles apoiados", refere-se no documento.
Subscrevem o abaixo-assinado figuras do PSD como Adão Silva, Alberto João Jardim, Ângelo Correia, António Capucho, David Justino, Fernando Negrão, Henrique Chaves, Isabel Meireles, Manuela Aguiar, Miguel Cadilhe, Mónica Quintela e Paulo Mota Pinto.
No "manifesto dos cem" constam também ex-responsáveis do CDS como Laplaine Guimarães, o ex-presidente deste partido Francisco Rodrigues do Santos e o madeirense José Manuel Rodrigues. É ainda assinado por ex-governantes como o antigo secretário de Estado Alípio Dias e o antigo presidente da Câmara de Lisboa Carmona Rodrigues, entre outros.
Os subscritores do manifesto acreditam que a presente situação exige "atitudes de coragem e de frontalidade na defesa genuína do superior interesse do país", sobretudo face à "complexa situação político-militar global".
Referem, também, a existência de um "notório descontentamento com a degradação da qualidade da democracia representativa, que tem originado um perigoso crescimento da intolerância e das forças mais extremistas", assim como um "fraco desempenho económico e social".
Um conjunto de circunstâncias que dizem conduzir a um "esmorecer da esperança e da confiança na política e nos seus principais agentes".
Neste contexto, citam o fundador e primeiro líder do PPD, Francisco Sá Carneiro, que "ensinou a ordem das prioridades: primeiro o país, depois o partido e, por fim, a circunstância pessoal de cada um".
"Nas eleições presidenciais do próximo dia 18, temos de ser capazes de escolher o candidato que melhor se adequa às necessidades que Portugal enfrenta. Precisamos de um Presidente da República que, pelo seu conhecimento e pela sua experiência profissional, tenha o perfil adequado ao momento que vivemos; que seja profundo conhecedor da geopolítica mundial, europeísta convicto e um democrata capaz de ajudar a impulsionar as reformas de que o regime e a sociedade tanto necessitam", sustenta-se no documento.
Considera-se depois que o almirante é "alguém que, pelo seu percurso, tem a possibilidade de ser transversal ao conjunto da sociedade, convicto das suas ideias, equidistante de todos os partidos e independente de todo e qualquer interesse corporativo ou setorial".
"Alguém com sentido de Estado e com a gravitas necessária à representação de Portugal de acordo com o respeito, a dignidade e a honra que a nossa História impõe", acrescenta-se.
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