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Costa recusa falar sobre "honra" a Vieira. "Assuntos que estão na justiça estão na justiça"

O primeiro-ministro rejeita comentar eventual arrependimento por ter integrado a Comissão de Honra da candidatura de Luís Filipe Vieira. Avisa, porém, que julgamentos devem ser feitos "nos tribunais e não no espaço público".

António Costa, ainda sua qualidade de presidente da câmara de Lisboa, em 2014, com Luís Filipe Vieira.
Paulo Calado
Lusa 17 de Julho de 2021 às 13:28
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O primeiro-ministro, António Costa, recusou comentar o processo judicial que envolve o ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, salientando a tese de que os julgamentos se fazem nos tribunais e não no espaço público.

Em declarações aos jornalistas, à margem da XIII Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre em Luanda, António Costa foi questionado se está arrependido de ter pertencido à Comissão de Honra da lista da candidatura de Luís Filipe Vieira nas últimas eleições para a presidência do Benfica.

"É um assunto sobre o qual não vou falar. Os assuntos que estão na justiça estão na justiça", respondeu o líder do executivo.

António Costa afirmou apenas que confia no funcionamento da justiça, como acha "que todos devemos confiar". "O primeiro princípio e a melhor forma de demonstrar a confiança na justiça é deixar os julgamentos serem feitos nos sítios próprios. E os sítios próprios são os tribunais e não no espaço público", acrescentou.

O empresário e presidente do Benfica Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.

Vieira, que está em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros, e proibido de sair do país, está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuízos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.

No mesmo processo foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.
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