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Défice comercial do Japão cai 52% para 14,3 mil milhões de euros

A balança comercial do arquipélago permaneceu no vermelho pelo quinto ano consecutivo.

 Sanae Takaichi, atual primeira-ministra do Japão
Sanae Takaichi, atual primeira-ministra do Japão Yuichi Yamazaki Lusa/EPA
22 de Janeiro de 2026 às 08:37

O Japão registou em 2025 um défice comercial de 2,65 biliões de ienes (cerca de 14.322 milhões de euros), afirmou esta quinta-feira fonte do Governo, o que representa uma redução de 52,9% em relação ao ano anterior.

A balança comercial do arquipélago permaneceu no vermelho pelo quinto ano consecutivo, de acordo com dados preliminares publicados pelo Ministério das Finanças, embora as exportações tenham crescido 3,1%, em relação ao ano anterior, para 110 biliões de ienes (596.668 milhões de euros).

Entretanto, as importações aumentaram 0,3% em relação ao ano anterior, atingindo 113 biliões de ienes (610.943 milhões de euros).

Por países, o Japão registou em 2025 com a China, o seu maior parceiro comercial, apesar das tensões desencadeadas no final do ano passado por causa de Taiwan, um défice de 7,91 biliões de ienes (42.677 milhões de euros). Este valor representa um aumento de 22,7 % em relação ao ano anterior.

Com o seu segundo maior parceiro comercial, os Estados Unidos, o país asiático obteve um excedente comercial de 7,52 biliões de ienes (7.520 milhões de euros), uma queda de 12,6% em relação ao ano anterior devido às tarifas norte-americanas, cujo impacto, no entanto, foi menor do que o esperado.

Com a União Europeia, o seu terceiro maior parceiro comercial, o Japão registou um défice de 2,63 biliões de ienes (14.201 milhões de euros), 32% menos do que em 2024.

Com o Brasil, o país asiático ampliou o seu défice comercial em 21,7%, para 609.485 milhões de ienes (3.290 milhões de euros).

As exportações do Japão beneficiaram da persistente depreciação do iene, bem como do acordo comercial alcançado com os EUA, que fixou as tarifas em 15% e reduziu para esse mesmo nível as taxas para automóveis e componentes para automóveis, que representam cerca de 30% das exportações japonesas para os Estados Unidos.

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