Dívida pública: “A passividade de alguns governos é fator de preocupação”, diz Borges de Assunção
O economista alerta que os elevados níveis de endividamento dos Estados Unidos e França exigem ajustamentos orçamentais significativos, mas duvida da capacidade política para os concretizar. Sublinha que reduzir estes problemas "à questão de ser uma mera consequência da guerra no golfo Pérsico é uma visão muito redutora de um problema que é muito mais profundo".
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que os juros da dívida pública deverão absorver perto de 10% da receita das economias avançadas entre 2026 e 2031, contra cerca de 7,5% nos últimos anos. Para o economista e professor João Borges de Assunção, estes dados evidenciam que estamos perante um problema estrutural de sustentabilidade da dívida pública ao nível global. "O problema é real, é importante e a passividade de alguns Governos, em particular [do francês e norte-americano], é fator de preocupação", sublinha.