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ERSE propõe subida de 1,5% no preço da eletricidade a partir de janeiro de 2027

Proposta da ERSE abrange cerca de 780 mil clientes do mercado regulado. Tarifas de acesso às redes descem 13,7% na baixa tensão e desconto da tarifa social mantém-se nos 33,8%.

O desconto da tarifa social mantém-se nos 33,8%.
O desconto da tarifa social mantém-se nos 33,8%. Getty Images
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A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propõe um aumento de 1,5% no preço da eletricidade no mercado regulado a partir de janeiro de 2027. A atualização, apresentada esta quinta-feira, abrange cerca de 780 mil clientes e representa um agravamento mensal de 54 cêntimos para um casal sem filhos e de 1,28 euros para uma família com dois filhos, segundo as simulações do regulador.

Um casal sem filhos, com uma potência contratada de 3,45 kVA e um consumo anual de 1.900 kWh, passará a pagar 38,31 euros por mês, face aos atuais 37,77 euros. Já uma família com dois filhos, com uma potência de 6,9 kVA e um consumo anual de 5.000 kWh, verá a fatura mensal aumentar de 97,73 para 99,01 euros. Os valores incluem taxas e impostos, com exceção da taxa da DGEG.

A subida de 1,5% corresponde à variação entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. Considerando a média dos preços ao longo de cada ano, o aumento previsto para 2027 é de 3,7% face a 2026, uma vez que esta comparação também reflete a atualização intercalar da tarifa de energia, que entrou em vigor em deste ano.

A ERSE justifica o aumento com a subida prevista dos preços da eletricidade nos mercados grossistas, influenciada indiretamente pelo conflito no Médio Oriente através das cotações do gás natural. Este efeito será parcialmente compensado pela redução dos encargos associados à produção de eletricidade com remuneração garantida.

Tarifas de acesso às redes descem 13,7%

A proposta também terá impacto no mercado livre, que contava com cerca de 5,85 milhões de clientes em junho de 2026. As tarifas de acesso às redes, pagas por todos os consumidores, deverão descer 13,7% na baixa tensão normal. A redução poderá influenciar os preços praticados pelos comercializadores, embora a evolução das faturas dependa também dos custos de aquisição de energia e das margens comerciais.

A ERSE prevê ainda medidas de contenção tarifária de cerca de 303 milhões de euros e uma redução de 529 milhões na dívida tarifária do sistema elétrico, que deverá atingir 552 milhões de euros no final de 2027, o valor mais baixo desde 2010.

Os consumidores abrangidos pela tarifa social continuarão a beneficiar de um desconto de 33,8%, tanto no mercado regulado como no liberalizado.

Nos Açores e na Madeira, a proposta prevê aumentos de 0,9% e 1,1%, respetivamente, nas tarifas de baixa tensão normal.

A proposta será agora analisada pelo Conselho Tarifário, que deverá emitir parecer até 15 de novembro. A ERSE tem até 15 de dezembro para aprovar as tarifas definitivas, que entrarão em vigor a 1 de janeiro de 2027.

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