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Dois petroleiros incendiados na costa turca no Mar Negro

As autoridades turcas não esclareceram quais são as causas destes acidentes, mas muitas minas flutuantes foram localizadas e destruídas no Mar Negro desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Torm A/S
28 de Novembro de 2025 às 23:53

As autoridades turcas anunciaram esta sexta-feira que dois petroleiros na costa do país no Mar Negro registaram explosões a bordo, de origem desconhecida, seguidas de incêndios que não causaram vítimas.

"O petroleiro Kairos, vazio e a caminho do porto russo de Novorossiysk, incendiou-se a 28 milhas náuticas das nossas costas, devido a causas externas. Os 25 membros da tripulação estão sãos e salvos", afirmou a Direção Turca das Assuntos Marítimos (DGM) na rede social X.

A tripulação foi retirada, mas o incêndio ainda lavrava a bordo, acrescentou.

Numa foto partilhada pela DGM veem-se chamas e fumo espesso e negro envolvendo o navio.

Segundo o site Vesselfinder, o Kairos, com bandeira gambiana, é um petroleiro de 2002.

O incêndio, cuja origem é por agora desconhecida, iniciou-se por volta das 18:00 locais (15:00 GMT), quando petroleiro se encontrava ao largo de Kefken, um porto da província de Kocaeli, no norte da Turquia, afirmou por sua vez o governador Ilhami Aktas na cadeia privada turca NTV.

Um segundo petroleiro, o Virat, "reportou ter sido atingido a cerca de 35 milhas náuticas", anunciou também a DGM, sem especificar a natureza do impacto.

"Equipas de resgate e um cargueiro foram enviados para o local. Os 20 membros da tripulação estão sãos e salvos, e foi detetado um fumo espesso na casa de máquinas", acrescentou.

O Virat também navega com a bandeira da Gâmbia e é uma embarcação de 2018, segundo o Vesselfinder.

As autoridades turcas não esclareceram quais são as causas destes acidentes, mas muitas minas flutuantes foram localizadas e destruídas no Mar Negro desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Estas cargas explosivas, colocadas pelos beligerantes para proteger as suas costas, deslocaram-se nos últimos anos, devido, nomeadamente, às tempestades.

Face a este perigo, a Turquia, a Bulgária e a Roménia, três países membros da NATO e ribeirinhos do Mar Negro, criaram em 2024 um grupo naval de luta contra minas no Mar Negro (MCM Mar Negro).

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