Economia Economia dos EUA desacelerou mais do que o previsto no segundo trimestre

Economia dos EUA desacelerou mais do que o previsto no segundo trimestre

O Departamento do Comércio reviu em baixa o crescimento do PIB no segundo trimestre de 2,1% para 2%.
Economia dos EUA desacelerou mais do que o previsto no segundo trimestre
Rita Faria 29 de agosto de 2019 às 13:50

A economia norte-americana desacelerou mais do que o previsto no segundo trimestre deste ano, com o forte desempenho dos gastos dos consumidores a ser ofuscado por indicadores mais fracos em muitas outras categorias.

Segundo os dados revelados esta quinta-feira, 29 de agosto, pelo Departamento do Comércio, o PIB dos EUA cresceu 2% no segundo trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, abaixo da subida de 2,1% reportada na leitura anterior.

Esta revisão em baixa reflete as estimativas mais fracas para as exportações, inventários, investimento imobiliário e despesas dos governos locais e central, já que os gastos dos consumidores, em contraste, cresceram 4,7%, superando as projeções dos economistas naquela que foi a maior subida desde 2014.

Está assim mais distante a meta traçada pelo presidente Donald Trump de um crescimento anual do PIB de 3%, com a maior economia do mundo a sentir os efeitos da guerra comercial com a China, cuja escalada resultará num aumento das tarifas já a partir de setembro.

A desaceleração do crescimento da economia norte-americana junta-se aos sinais preocupantes que têm deixado o mundo em alerta, como o aprofundamento da inversão da curva de rendimentos nos Estados Unidos, um fenómeno que antecipou todas as recessões nos últimos anos.

Os economistas consultados pela Bloomberg antecipam uma travagem ainda maior do crescimento na segunda metade do ano, e que a expansão mais longa da história irá terminar algures nos próximos 12 meses.

Também na Europa, a maior economia da região - a Alemanha - contraiu no segundo trimestre deste ano - enquanto na China o governo já lançou um programa de estímulos, com foco no setor automóvel, para impulsionar o consumo e contrariar a desaceleração. 

Os bancos centrais também já começaram a agir para conter os danos: a Reserva Federal dos Estados Unidos anunciou, em julho, a primeira descida dos juros em mais de uma década, enquanto o BCE deverá anunciar novos estímulos à economia já no próximo mês. 




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