Egipto: Entre o pão e a liberdade
O eleito Morsi caiu pelos mesmos motivos que o seu antecessor, o ditador Mubarak: a economia pouco cresce, a dívida pública não pára de subir e a pobreza cresce dia para dia.
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O grande escritor egípcio Naguib Mahfouz disse um dia algo que ilumina desde há muito as sombras das margens do Nilo: "No Egipto de hoje a maioria das pessoas estão preocupadas em conseguir pão para comer. Só alguns mais educados compreendem como a democracia funciona". É por isso que a queda de Mohamed Morsi, informado pelo telefone pelo general Abdel Fattah al-Sisi que deixara de ser presidente do Egipto, as manifestações a favor e contra do golpe militar, ou a futura posição do estratégico país no conflito mais vasto entre sunitas e xiitas na região, têm de ser lidas a partir da balança que pesa a importância do pão e da liberdade democrática.
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