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Excedente externo de 2% do PIB no ano terminado em Março

O INE estima que nos 12 meses terminados em Março deste ano a economia nacional tenha registado um excedente face ao exterior de 3,5 mil milhões de euros.

Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 24 de Junho de 2015 às 12:46
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No ano terminado em Março, a economia portuguesa registou um excedente financeiro face ao exterior de perto de 2% do PIB, um valor superior em 0,1 pontos percentuais ao verificado no conjunto dos quatro trimestres de 2014, revelou o INE na quarta-feira, dia 24 de Junho. Uma ligeira redução do défice orçamental e um igualmente ligeiro aumento do excedente conseguido pelas empresas, compensou a diminuição da capacidade de financiamento das famílias que gastaram mais do que o aumento do seu rendimento disponível.

 

"A economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 2,0% do PIB no ano terminado no primeiro trimestre de 2015, mais 0,1 pontos percentuais (p.p.) que no trimestre anterior. Este comportamento reflectiu o ligeiro aumento da poupança corrente da economia, correspondente a um crescimento do rendimento disponível bruto da nação marginalmente superior ao da respectiva despesa de consumo final", analisa o INE que decompõe os contributos dos vários subsectores.

 

"A capacidade de financiamento das Famílias diminuiu para 2,3% do PIB no ano acabado no primeiro trimestre de 2015 (menos 0,2 p.p. do que no trimestre anterior)" o que reflecte uma taxa de poupança das famílias de 6,8% "(menos 0,1 p.p. do que no trimestre anterior), traduzindo o maior aumento da despesa de consumo final comparativamente ao do rendimento disponível das famílias", com variações de 0,6% e 0,5%, respectivamente, quantifica o instituto.

 

A ajudar as famílias esteve um aumento de rendimento via salários, reflectindo reposições parciais de salários no Estado e a redução do desemprego. Os juros pagos também diminuíram, mais que compensando a redução de rendimentos de propriedade recebidos.

 

A capacidade de financiamento das empresas evoluiu em sentido contrário, beneficiando de um bom desempenho na frente comercial das empresas não financeiras, que registaram um aumento das exportações de 1%, mais do dobro dos 0,4% verificados nas importações.

 

"A capacidade de financiamento das sociedades aumentou, reflectindo o comportamento do saldo das Sociedades Não Financeiras (que passou de 0,6% no 4º trimestre de 2014 para 0,9% do PIB no 1º trimestre de 2015) visto que o saldo das Sociedades Financeiras diminuiu ligeiramente (de 3,3% para 3,2%, pela mesma ordem)", analisa o INE.   

 

O défice do Estado também diminuiu no ano terminado em Março, recuando de 4,5% do PIB no conjunto dos quatro trimestre de 2014 para para 4,4% do PIB, uma evolução que "reflecte sobretudo o aumento da receita proveniente de impostos sobre a produção e a importação", com a tributação indirecta a registar um crescimento homólogo de 1,9%.

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