Mundo Exportações chinesas registam maior queda em dois anos

Exportações chinesas registam maior queda em dois anos

A China nota um decréscimo acentuado nas exportações, embora em relação aos Estados Unidos tenha registado um excedente recorde: as empresas americanas adiantaram o abastecimento antes da chegada de janeiro, o mês que foi inicialmente apontado por Trump como o período para a aplicação de uma nova tranche de tarifas.
Exportações chinesas registam maior queda em dois anos
EPA
Negócios 14 de janeiro de 2019 às 08:00

A China revelou uma queda acentuada das exportações registadas no mês de dezembro, a maior dos últimos dois anos, evidenciando o abrandamento da economia e os efeitos da guerra comercial com os Estados Unidos.

Pequim notou um decréscimo de 4,4% nos bens exportados, muito abaixo do crescimento médio de 3% para o qual os analistas inquiridos pela Reuters apontava. As importações também caíram (-7,6%), em contraste com a subida de 5% que constava das expectativas. A China atingiu, desta forma, um excedente comercial de 57 mil milhões em dezembro, o maior em três anos.

Já no caso das exportações para os Estados Unidos, a China registou um excedente comercial recorde. Estes números decorrem da decisão das empresas americanas de acumular bens antes da chegada do dia 1 de janeiro, a data inicialmente avançada por Washington como aquela em que iria impor novas tarifas de 200 mil milhões de dólares sobre as importações chinesas.

"As tarifas não podem ser culpadas de tudo", comentou um analista da Capital Economics, em declarações ao Financial Times, ilustrando que "as exportações para o resto do globo também abrandaram, com inquéritos a apontar para uma procura global mais fraca no final de 2018".

Os novos dados relativos às trocas comerciais chinesas são lançados numa altura de negociações entre as duas maiores economias do mundo, cujas tréguas têm como data limite o dia 2 de março. Espera-se que, antes disso, Estados Unidos e China consigam formular e assinar um acordo comercial.




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