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"Faturas pendentes não contam para nada". Bastonária dos Contabilistas alerta para desperdício no IRS

Paula Franco estima que 30% dos portugueses deixem faturas por validar, perdendo direito a uma fatia do reembolso.

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É já na próxima segunda-feira, dia 2 de março, que . A Bastonária dos Contabilistas Certificados, diz que o erro mais comum das pessoas nesta fase é mesmo deixar as validações por fazer. "É imprescindível para algumas deduções, porque senão perde-se de facto aquilo que pode diminuir o imposto a pagar. É muito importante esta fase em que se validam as faturas", diz em entrevista ao programa do Negócios no canal NOW.

Paula Franco não tem valores concretos do "prejuízo", mas estima que 30% dos portugueses deixe faturas por validar. "Tenho a certeza que perdem muito, porque, efetivamente, as faturas que ficam pendentes não vão contar para nada. Algumas despesas já aparecem validadas, mas outras não. E, portanto, há aqui um conjunto de ações que é importante fazer-se para não se pagar mais imposto", explica.

As despesas de saúde são uma das categorias que mais vezes fica pendente. "Se tivermos faturas de farmácias que tenham taxas de IVA diferentes, nomeadamente a taxa normal dos 23%, essa fatura fica sempre pendente. Portanto, os portugueses têm que ir lá validar e dizer qual é a parte da fatura que efetivamente é considerada uma despesa de saúde, a parte dos 6%.  Medicação que tenham, por exemplo, e se não forem lá validar, essa fatura não conta para essa dedução, que é uma das maiores deduções", esclarece a Bastonária.

30%
A Bastonária dos Contabilistas Certificados estima que 30% dos portugueses não validem faturas.

Mas há muitos outros elementos a ter em atenção até 2 de março. "Confirmação de agregado familiar, afetação, por exemplo, se está a morar numa zona do interior ou das ilhas que tem uma majoração no arrendamento", exemplifica.

Algumas despesas, como as de saúde, podem ser submetidas mais à frente se, por acaso, falhar esta fase - mas nesse caso deixa de ser possível fazer a declaração de IRS automática. Há, no entanto, outras, em que isso não pode acontecer - é o caso das despesas com reparação de veículos, de motas, ginásios, atividades veterinárias, alojamento, restauração. "Aquelas despesas de atividades específicas que permitem uma dedução até 250 euros. 250 euros ainda é dinheiro", comenta.

Com muitos portugueses a deixarem este passo para a última, é comum o portal da Autoridade Tributária ficar sobrecarregado e lento. Uma alternativa mais eficaz é utilizar a aplicação e-Fatura. "Torna-se muito mais ágil o processo", recomenda.

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