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Fórum Económico de Davos termina optimista em relação à economia mundial

O Fórum Económico Mundial de Davos terminou este sábado, num tom de optimismo em relação à recuperação da economia mundial, embora sejam reconhecidos os desafios que enfrenta.

davos
davos Bloomberg
25 de Janeiro de 2014 às 19:35

"A recuperação que estamos a começar a ver está verdadeiramente dentro de um processo de consolidação", resumiu a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, num debate com alguns dos actores económicos mais importantes do mundo.

O governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, mostrou-se "prudentemente optimista em relação às perspectivas económicas mundiais", uma vez que "os Estados Unidos vão provavelmente crescer 3% ou mais este ano e no próximo, a Europa está a começar a arrancar e o Japão está a fazer progressos significativos".

Na terça-feira, o FMI melhorou ligeiramente a sua previsão para o crescimento económico mundial para 2014 (de 3,6% para 3,7%), mesmo antes do início dos trabalhos de cerca de 2.500 participantes no Fórum que todos os invernos se realiza na cidade suíça de Davos.

Este ano, a crise na Europa centrou as atenções do Fórum Económico Mundial. "A Zona Euro no seu

Os países-membros da Zona Euro que têm mais sucesso são os que enfrentaram programas de assistência, porque cumpriram a sua missão.
 
Wolfgang Schauble
Ministro das Finanças

conjunto não está no centro de todas as preocupações da economia mundial", congratulou-se o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, considerando que "os países-membros que têm mais sucesso são os que enfrentaram programas de assistência, porque cumpriram a sua missão".

Um dos riscos sublinhados por Christine Lagarde foi a probabilidade de deflação, ainda que fraca, particularmente na Europa, onde a inflação está "muito abaixo" do objetivo de 2% ou ligeiramente inferior a esse valor.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, por seu lado, defendeu que a inflação é baixa e que assim vai permanecer, mas que não há risco de deflação precisamente porque o BCE está "pronto a agir assim que for preciso".

Outra grande interrogação vem dos países emergentes, cujas economias têm vindo a abrandar e a sofrer turbulências sobretudo devido ao fim da política monetária ultraconservadora da Reserva Federal (Fed) norte-americana, de juros muito baixos. "Isso é claramente um novo risco no horizonte", advertiu a presidente do Fundo Monetário Internacional.

As divisas dos países emergentes viveram na quinta-feira a maior desvalorização dos últimos cinco anos, depois de os deputados argentinos terem aprovado uma lei que permite a desvalorização da sua moeda, o peso.

Na sequência desta decisão, a lira turca também desvalorizou, a hryvnia ucraniana caiu para mínimos de quatro anos e o rand sul-africano negociou no nível mais baixo desde 2008.

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